Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 03/09/2020
A Organização das Nações Unidas coloca a saúde e o bem-estar em terceiro lugar na lista “17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, entretanto, no Brasil o autocuidado não recebe a devida atenção. Esta problemática gera, em grande parte da população, diversos transtornos mentais e um agravamento nos casos de suicídio.
Em primeiro lugar, a análise do conceito de “modernidade líquida”, do sociólogo Zygmunt Bauman, mostra que, atualmente, as relações sociais tem mais liberdade, sofrem mudanças constantes e são imprevisíveis. No entanto, toda a pressão vivida por um indivíduo recaí sobre ele mesmo e essa instabilidade causa a sensação de mal-estar, fracasso e solidão. Partindo desta premissa, se tem dados como os apresentados pela Organização Mundial de Saúde, no início de 2019, que mostra que 9,3% da população brasileira sofre de ansiedade, sendo o Brasil o país com a maior taxa de pessoas ansiosas no mundo e o quinto em casos de depressão, que afeta 5,8% dos brasileiros.
Em segundo lugar, o portal online da Unimed apresenta alguns fatores que podem estar ligados a casos graves de depressão, podendo levar ao suicídio, sendo eles: crises econômicas ou familiares, agressões psicológicas e/ou físicas, doenças crônicas incapacitantes, entre outras coisas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, além de ser o país com maior taxa de depressão na América Latina, o Brasil tem o suicídio como a terceira maior causa de morte externa, tendo esse número crescido 7% entre os anos de 2010 e 2016, ao passo que, no restante do mundo essa taxa caiu 9,8%.
Portanto, a fim de diminuir os muitos casos de ansiedade e de suicídio, medidas devem ser tomadas imediatamente. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde promover a conscientização da população sobre os riscos do descaso com a saúde mental, por meio de propagandas em redes sociais, além das televisões e rádios. Além disso, é necessários que essas propagandas tenham uma linguagem simples e de fácil acesso.