Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 02/09/2020
É fato conhecido que a sociedade pós-moderna luta contra o tempo, está sempre tentando produzir mais, melhor e com maior velocidade. Nesse ambiente, o saúde mental e a cultura do autocuidado são desvalorizadas e, em vem disso é exaltada a produtividade. Todavia, tem-se despertado um crescente interesse pelo bem-estar individual e, por isso é imprescindível analisar o tema e suas consequências.
Mormente, é valido entender o que é o autocuidado e sua importância para saúde mental. Destarte, ele consiste em hábitos objetivos e intencionais de colocar a atenção e esforço no próprio corpo e mente, visando ao bem-estar de ambos. Sob esse viés, exemplos bastante difundidos são a terapia, a prática de exercício físico regular, a alimentação balanceada e a meditação. Tais atitudes contribuem para a saúde mental, haja vista que diminuem o estresse, ajudam a lidar com frustrações diárias e elevam a autoestima. Ademais, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças mais difundidas no mundo hodierno são obesidade, depressão e ansiedade. Dessa forma, o autocuidado é importante na prevenção desses malefícios.
Outrossim, os hábitos e a consciência sociais não contribuem para a saúde mental, uma vez que valoriza a vida agitada e estressante, apesar das consequências. Nessa perspectiva, o sistema capitalista e a busca incessante pelo lucro, criaram uma sociedade competitiva, a qual funciona dia e noite, esgotando física e mentalmente os indivíduos; além de desprezar o autocuidado. Dessa maneira, a ideia dos poetas do arcadismo de “carpe diem”, ou seja aproveitar o dia, é abandonada e, por conseguinte, complicações como burnout, ansiedade e depressão que poderiam ser evitadas estão progressivamente mais endêmicas. Logo, fica evidente a necessidade de cuidar-se e de um psicológico saudável.
Urge, portanto, entender o desprezo à saúde mental e ao autocuidado como um problema social e procurar mitigá-lo. Para tanto, cabe a comunidade médica admoestar os pacientes acerca dos hábitos essenciais para o bem-estar e prevenção de doenças causadas pela negligência pessoal, por meio das consultas e da propagação da medicina de estilo de vida nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), a fim de zelar pela comunidade. Além disso, deve cada pessoa repensar sobre as prioridades da própria vida, por meio da reflexão, com intuito de priorizar o autocuidado e a saúde mental. Assim, poder-se-á alcançar uma sociedade mais equilibrada.