Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 02/09/2020

Na correria do dia-a-dia, entre trabalhos e estudos, o autocuidado, inúmeras vezes, é deixado de lado. Essa situação é retratada no filme “Um Senhor Estagiário”, onde a personagem, que é a dona de uma empresa de roupas, começa a trabalhar no início da manhã e volta para casa na madrugada. Essa narrativa não destoa da realidade, com muitos brasileiros focados no trabalho e nos estudos e esquecendo do autocuidado, prejudicando sua saúde mental e, como consequência, a física.

A prática de autocuidado, muitas vezes, é vista como egoísmo, pois, ao invés de estar cuidando e ajudando outras pessoas, a pessoa que pratica o autocuidado está focando nela mesma. Mas, ao contrário do que muitos pensam, o ato de reservar um tempo para cuidar de si aumenta nossa autoestima e autoimagem, essenciais para lidarmos com a vida de forma positiva. Ademais, há uma pressão psicológica da sociedade nos estudantes para sempre tirarem notas boas e estudar muitas horas por dia, gerando muita ansiedade e depressão, principalmente nos jovens.

Assim, grande parte dos empregados não possuem um rendimento bom em seus trabalhos, pois, com a falta de tempo para o cuidado da saúde mental, a saúde física acaba sendo prejudicada também, acarretando ansiedade, cansaço, estresse, desânimo. É uma situação não muito diferente com os estudantes, pois eles também ficam desmotivados com os estudos, ocasionando a falta de dedicação à escola e à construção de seu futuro.

Portanto, o Ministério do Trabalho e Emprego, juntamente ao Ministério da Saúde, devem elaborar, por meio de propostas de políticas públicas, a realização de palestras e períodos sabáticos para auxílio da construção da saúde mental de seus trabalhadores e estudantes. Espera-se que com essa medida, os trabalhadores e estudantes possam contribuir mais em suas funções, promovendo o bem-estar consigo mesmo e o autocuidado.