Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 29/08/2020
O Estado é uma instituição política de caráter normativo que visa ao estabelecimentos de normas e regras para o bom funcionamento da sociedade. Desse modo, vale enfatizar que o artigo 6 da Constituição Federal de 1988 garante, dentre outros direitos, o acesso à saúde, que é o estado de boa disposição física e psíquica. Porém o último, normalmente, é negligenciado. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
É importante ressaltar, em primeiro plano, que a negligencia com a saúde mental se deve à esteriotipização de loucura em relação às pessoas que fazem tratamento psicológico. De acordo com informações do site “Huff Post Brasil”, psicofobia é o preconceito com transtornos mentais em que pessoa diagnostica tem vergonha de realizar o tratamento. Dessa forma, pode-se concluir que o preconceito com transtornos mentais enraizado na sociedade é uma barreira que deve ser quebrada para combater o problema.
Cabe mencionar, em segundo plano, que não dar importância à cultura do autocuidado se tornará maléfico no que tange o possível crescimento dos transtornos mentais na sociedade moderna. Pois ela é sobrecarregada diariamente com o estresse cotidiano da modernidade líquida. Destarte, em analogia ao pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade líquida é incapaz de fazer planos a longo prazo e é caracterizada pela liquidez do pensamento, sintomas do transtorno de ansiedade. Em suma, é de extrema importância pregar à sociedade atual o cuidado com a mente.
Portanto, o Governo deve difundir a cultura do autocuidado e conscientizar a sociedade de sua importância, com intuito de extinguir a psicofobia, por meio de campanhas midiáticas. Ademais, o Ministério da Educação deve realizar palestras nas escolas com o objetivo de atingir a parcela jovem. Espera-se, com isso, promover uma sociedade consciente da importância do cuidado para uma boa disposição psíquica e, assim, extinguir a psicofobia.