Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 28/08/2020
De acordo com o filósofo Chinês Lao Zi, “Aquele que conhece os outros é sábio e aquele que conhece a si mesmo é iluminado”, a frase do sábio demonstra a importância do autoconhecimento na vida do indivíduo e completa ainda com: “Aquele que vence a si mesmo é poderoso.”. A importância da autonomia de uma pessoa não se limita a apenas se conhecer, mas sim, poder se desenvolver melhor e evitar algumas das mais subestimadas doenças, as doenças psicológicas.
O autocuidado pode ser definido como o entendimento psicológico e físico que uma pessoa tem sobre si e sua disposição para enfrentar os problemas dos quais ela mesma acredita que sejam necessários. Sem dúvida, a parte mais difícil para o autocuidado é sua iniciação, pois, diversas vezes a sociedade não encara seus problemas e acredita que tudo esteja correndo da forma proposta ou que não há mais o que se fazer para mudar. O sedentarismo atinge 46% da população brasileira e está relacionado com 14% das mortes no país, de acordo com a OMS, 47% das pessoas em idade adulta no Brasil não pratica atividades física, isto é, não se importam com seu estado físico e não tem a autonomia necessária para iniciar uma vida de exercício ou noção de que isto é importante, subestimando as atividades.
Certamente é muito difícil não atribuir o autocuidado com a autoestima, ela é a avaliação individual realizada pela pessoa, caso ela seja negativa e o indivíduo tenha uma alta desestabilidade emocional ele pode acabar enfrentando problemas psicológicos como a depressão. Devido ao fato de que a cultura da autoajuda tem muita reflexão e trabalho mental, ela é fundamental para evitar que alguma doença mental sequer chegue a atingir a vítima. Um dos maiores causadores dos problemas mentais são as ofensas alheias impostas por alguém em qualquer âmbito social, como, por exemplo, na escola, onde o bullying no brasil atinge 35,9% somente das escolas particulares e é responsável por diminuir, de fato, a autoestima de alguém, tornando-a vulnerável as doenças mentais. O ambiente de casa, escolar e mercado de trabalho são só alguns exemplos onde as pessoas podem acabar enfrentando alguns dos principais gatilhos para múltiplos problemas mentais como o estresse e a ansiedade.
Já existem diversos órgãos responsáveis por tratar as pessoas quando elas já tem os problemas instaurados e já foram afetadas por eles, no entanto, ainda que o ambiente escolar seja o mais aconselhável, as crianças devem ser instruídas a sonharem, pensarem e terem o autocontrole, não só pela escola, mas pelos pais, o que torna o método de intervenção muito mais complexo pois algumas doenças exigem evitar estresses e traumas causados pelas outra pessoas e o autocontrole é algo individual.