Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 25/08/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde à educação e ao bem-estar social. Entretanto, os problemas relacionados à saúde mental e à necessidade desses autocuidados, no Brasil, impossibilita que grande parte da população desfrute desse privilégio universal. Nessa lógica, essas dificuldades são geradas, principalmente, pela desigualdade social na nação e pelo baixo foco da sociedade em auxiliar essa área para a população mais jovem. Nessa perspectiva, medidas são necessárias para solucionar esses empecilhos.

Primeiramente, é importante salientar as maneiras que a desigualdade social do país impossibilita que a população possua uma boa saúde mental. Uma vez que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 80% da população brasileira possui sua renda abaixo da classe média. Além disso, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 86% dos brasileiros possuem algum transtorno mental. Nessa conjuntura, é racional deduzir, pelos dados supracitados, as maneiras que o dinheiro interfere na obtenção de um estado psicológico de qualidade, visto que as pessoas de baixa riqueza e as com esse problema estão em quantidades muito semelhantes.

É importante, ainda, evidenciar as maneiras que a pressão imposta pela sociedade pode gerar problemas mentais nos jovens. Dado que, em concordância com a OMS, o suicídio é, entre os jovens, a segunda maior causa de mortes, com mais de 800 mil casos, e suas maiores motivações são as cobranças na escola ou trabalho e o fracasso ou o medo dele. Ademais, em conformidade com o Ministério da Saúde, a maior partes de pessoas que se matam no Brasil são alunos de universidades. Nesse espectro, pode-se concluir como essas dificuldades impossibilitam uma boa saúde mental e causa a morte de diversas pessoas.

Portanto, infere-se que medidas são necessárias para solucionar os problemas. Por isso, cabe ao Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação desenvolverem estratégias para mudar esse cenário de baixa estabilidade mental da população, por meio de apoio psicológico mais evidentes as pessoas, como disponibilizando psicólogos em todas as escolas publicas para atender os jovens carentes, além de fazer mais campanhas de prevenção a doenças psicológicas, como o “Setembro Amarelo”, a fim de que a população brasileira possua uma melhora nesse sentido e ocorra um diminuição nos suicídios causados por isso. A partir dessas ações, espera-se uma melhora na qualidade de vida dos brasileiros.