Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 27/08/2020
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde é definida como o estado de completo bem estar físico, mental e social, sendo relevante essas prerrogativas para um a qualidade de vida. Todavia, fatores hodiernos, como a rotina extenuante com as exigências laborais e a supervalorização de padrões estéticos, são prejudiciais ao psicológico social, destacando a relevância do autocuidado.
Concernente à temática do estilo de vida impulsionado pelo capitalismo, há uma autonegligência do indivíduo. Essa premissa é perceptível a partir da Revolução Industrial que modificou a conduta social com o maior controle do tempo, contexto que resulta no atual mercado de trabalho competitivo e agitado, em que o cidadão, por objetivar atender as demandas laborais, abdica de necessidades próprias, gerando estresse e ansiedade. Nesse sentido, crises de pânico, exaustão e casos depressivos configuram malefícios adquiridos pela autocobrança demasiada e, desse modo, a parcela da população debilitada psicologicamente tende ao crescimento.
Ademais, a indústria da beleza impulsionada pela mídia implica na prática do autocuidado. Essa assertiva advém da obsessão pelo padrão corporal imposto socialmente, quadro que promove a cultura de intervenções cirúrgicas e dietas excessivas para estar incluso no ideal de beleza exigido, sendo quadros de anorexia e bulimia frequentes nesse processo. Assim, é indispensável atividades que visem o próprio bem estar, como meditação, atividades físicas, e socialização, para que, dessa maneira, haja uma elevação da autoestima e, por conseguinte, da valorização individual.
Portanto, é imprescindível a adoção de ações que estimulem o autocuidado no meio social. Para tanto, as Secretárias de Saúde, aliadas ao meio publicitário, devem alertar a população acerca dos riscos com a rotina imposta pelo sistema capitalista, por meio de anúncios televisivos e cartilhas explicativas em posto de saúde, com o fito de atender à saúde mental dos cidadãos. Outrossim, a educação deve assegurar uma conscientização social frente à estética midiática, mediante debates em sala e “worshops” educativos, objetivando uma melhoria no psicológico do indivíduo. Logo, em convergência ao definido pela OMS, a sociedade terá, gradualmente, uma maior qualidade de vida.