Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 16/08/2020

A Declaração Universal dos direitos Humanos, promulgada pela ONU, em 1948, garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Contudo, a incidência de transtornos psicológicos impossibilita que essa parcela da população desfrute corretamente desse direito universal na prática. Com isso, é necessário discutir-se sobre a saúde mental e a importância da cultura do autocuidado, entre as pessoas. Nessa perspectiva, o crescente número de pessoas psicologicamente adoecidas e o papel passivo do governo para tais atitudes, contribuem para o agravamento do quadro.

A principio, a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hoje em dia, ocupando a nossa posição na economia mundial, seria incoerente dizer que o Brasil possui sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na modificação psicológica dos cidadãos. De acordo com o Ministério da Saúde, juntamente com a PSN, estima que cerca de mais de 14 milhões de brasileiros apresentem diagnósticos de transtornos ou sofrimentos mentais. Diante do exposto, vê-se que é inaceitável a continuação gradativa desse contratempo.

Faz-se necessário, ainda, salientar a falta de comprometimento do governo, em promover programas que melhorarem o intelecto desses indivíduos. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da " Modernidade Líquida", vivida no século XX. Diante de tal contexto, é notório que a carência de ajuda que o poder público influi, sobre esse empecilho, é demasiadamente prejudicial.

Logo, medidas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o Poder Público, juntamente com o MEC, deve desenvolver palestras em escolas, por meio de entrevistas com vítimas dos problemas, bem como especialistas no assunto. Tais palestras devem ser transmitidas em redes sociais desses programas, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre a saúde mental e atingir um público diversificado. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe de forma mais otimista para a diferença e, assim, serão válidos os direitos assegurados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.