Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 14/08/2020
Segundo o sociólogo Zigmunt Bauman, a sociedade contemporânea encontra-se em um período de incertezas, denominado Modernidade Líquida, marcado por sua fluidez e velocidade. Nesse tempo, as mudanças constantes somadas ao individualismo contribuem para a formação de indivíduos, cada vez mais, mentalmente doentes. Logo, fica claro a importância da cultura do autocuidado na preservação da saúde mental, evitando o aumento de casos desse tipo de distúrbio.
A princípio, sabe-se que o mundo moderno vem passando por inúmeras mudanças, em poucos anos, por exemplo, as redes sociais antes pouco utilizadas, atualmente são acolhidas mundialmente. Nesse sentido, com a vida em transformação constante e as relações fraternas enfraquecidas, devido a um grande individualismo popular, as pessoas estão se tornando mais ansiosas e depressivas. Assim, nota-se que tais sentimentos não podem ser ignorados, uma vez que levam a enormes frustrações.
Além disso, poucos compreendem que o autocuidado, conjunto de ações que cada indivíduo promove para manter a saúde pessoal com ações como o exercício físico e a higiene diária, não é egoísmo, mas uma forma de amor próprio e uma cultura que precisa ser mais implementada e cultivada, pois traz diversos benefícios, principalmente contra doenças mentais. Desse modo, percebe-se a necessidade de que tal hábito seja adotado progressivamente.
Em suma, para a melhor valorização da saúde mental e da cultura do autocuidado, com o enfrentamento às doenças mentais, algumas ações são primordiais. Primeiramente, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, promover o aumento do auxílio psicológico na rede pública, por terapias e eventos de inclusão social. Ademais, é fundamental o apoio da mídia na divulgação dos benefícios do autocuidado com o objetivo de que esse seja apoiado e mais praticado. Com essas ações, será possível cuidar e proteger o bem estar de todos.