Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 17/08/2020

A realidade demonstrada no livro “Dumplin’” representa muito o funcionamento da sociedade. Analogamente, a jovem que enfrentou um concurso de beleza, mesmo sem ter o corpo “padrão”, exprime como a população tem que, diariamente, submeter-se em contextos que demandam demais da saúde mental. Com o objetivo de reduzir o número de pessoas com algum problema psicológico e o preconceito com a busca por ajuda, além de melhorar a convivência social, a cultura do autocuidado e a prioridade zero ser o bem-estar psíquico precisam receber sua devida importância no corpo social.

Como supracitado, a quantidade de indivíduos com algum transtorno mental cresce a cada dia. Conforme a revista Veja, 86% dos brasileiros apresentam ou ansiedade ou depressão, ou seja, 86% de seres humanos que vivem com obstáculos ainda maiores que os reais. Entretanto, segundo um estudo do instituto Market Analysis, 87% da população nunca recorreu a uma ajuda ajuda terapêutica, por exemplo. Além disso, entre os motivos, a dúvida sobre como conversar com um desconhecido pode auxiliar está no topo. Esse último, demonstra como a falta de informação aumenta a dificuldade de solucionar essa questão de extrema importância, a qual apresenta outros diversos meios de amparar os necessitados, como atividades físicas e meditação, de acordo com a OMS.

Outrossim, é de extrema importância ressaltar como quesitos pessoais influenciam no convívio pacífico. Consoante ao G1, o estresse é o principal causador da violência no trânsito, uma vez que um pequeno ocorrido no trajeto, coligado a um problema mal resolvido, pode gerar grandes discussões e até mortes. Da mesma maneira, como apresentado no filme “O Coringa”, o personagem que apresenta traumas e transtornos começa a realizar um mal absurdo na população, pelo fato de que ignora os seus sentimentos e não reserva um momento para cuidar de si próprio. Com isso, o autocuidado comprova mais um dos seus benefícios: coexistência social.

Nesse contexto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Todavia, não haverá melhoras caso o Ministério da Educação, juntamente do Ministério da Saúde, não proporcione auxílio psicológico nas escolas públicas e particulares, por meio da adesão de profissionais de concursos públicos e voluntariado, para que os jovens cresçam em um ambiente saudável e tornem-se adultos autoconfiantes, como a personagem de “Dumplin’”. Ademais, as mídias sociais -principalmente televisão e redes sociais-, com participação da Ancine, deve desenvolver conteúdos que incentivem a busca por ajuda (em suas diversas formas) e apresente os benefícios pessoais e coletivos que geram, mediante a produção de filmes e propagandas que abordem a temática. Somente com essas atitudes as gerações futuras poderão reconhecer o quão bem e importante é a saúde mental e o autocuidado.