Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 15/08/2020

Junto com a 3° revolução industrial, a  qual trouxe como destaque a criação dos Smartphones e da internet, o sistema capitalista também se alterou, prezando por um novo estilo de vida, no qual as pessoas devem ser produtivas a todo momento. No entanto, isso não acontece de fato,  uma vez que todos dormem, descansam e se divertem. Esse contraste é fruto da autocobrança acessiva e desumana, além de muitas vezes serem prejudiciais à elas.

Contudo, é de extrema importância acrescentar que essa busca absoluta por estar fazendo algo, é também influenciada pelo “marketing” produzido por diversas empresas, ao reproduzirem cenários de trabalhos perfeitos, muito produtivos e muitas vezes ilusórios. Bem como acontece na área da estética, a qual em diferentes propagandas, como as da “Avon”, “Natura” e “Pantene”, utilizam atores que fogem da realidade dos seus consumidores, tanto pelos inúmeros procedimentos estéticos, quanto pelos filtros e produções anteriores à gravação do vídeo ou a retirada da foto.

Ademais, é indiscutível complementar que, segundo pesquisa e conhecimentos da Psicóloga Paula Dias da Silva, a autocobrança exagerada pode levar a diversos problemas relacionados a saúde mental do individuo, tais como depressão, baixa autoestima, distúrbios alimentares, entre outros. Portanto, fica evidente que esse novo estilo de vida aderido por toda a sociedade capitalista deve ser remanejado a fim de melhorar o bem-estar de todos os envolvidos.

Sendo assim, medidas cabíveis são essenciais para combater o avanço dessa problemática na população no Brasil. Logo, o super Ministério da cidadania deve encaminhar um projeto de lei para a câmara dos deputados, visando obrigar que em todas as propagandas estejam contidas todos os procedimentos editáveis utilizados nela. Assim, objetivando a diminuição da autocobrança ilusória criada por essas indústrias.