Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 16/08/2020
Atualmente, o mundo está sob ameaça do novo corona vírus, caracterizado como uma pandemia que necessita de isolamento social por parte da população. Com isso, as pessoas se desestabilizaram e começaram a apresentar indícios de ansiedade e depressão, pelo fato da inesperável mudança em suas rotinas. Ademais, com o fácil acesso à internet, a sociedade passou a dedicar mais tempo nas redes sociais, gerando a exacerbada influência por parte dos chamados “blogueiros”. Dessa forma, pôde-se associar a pandemia e o uso das redes sociais como meios que interferem na saúde mental e que por consequência, dificultam a cultura do autocuidado.
O sociólogo Zygmunt Bauman caracterizou a contemporaneidade como Modernidade Líquida, denominação adquirida tendo em vista as incertezas atuais. Por analogia, é válido dizer que a pandemia intensificou esse processo de constante fluidez, já que a população precisou mudar intensamente seu modo de vida em poucos dias. Consequentemente, isso causou problemáticas em questão da saúde mental, pois os indivíduos passaram a ficar muito tempo em suas casas, sem contato presencial com os amigos e sem frequentar locais de entretenimento. Desse modo, é notável a necessidade de comunicação entre os seres humanos, para que não se sintam solitários e apresentem sintomas prejudiciais à mentalidade.
Além disso, muitas pessoas recorrem às redes sociais, sendo elas um meio de distração e distanciamento da realidade, o que agrava o estado de saúde mental. Em decorrência disso, os navegadores encontram-se diante de inúmeras manipulações e padrões impostos pelos influenciadores, causando assim uma busca incansável pela vida ideal. Quanto mais a população se torna alienada pelos meios de interlocução, mais a autoestima e a autoconfiança mantêm-se em declínio, transformando jovens sonhadores em adultos insuficientes e incapazes. Dessa maneira, faz-se necessário o controle com o uso das redes sociais, para que as pessoas priorizem mais a cultura do autocuidado e que vivam conforme suas próprias perspectivas.
Diante dos fatos expostos, cabe, portanto, que tais problemas sejam resolvidos. Para isso, as pessoas devem ressignificar suas prioridades, utilizando o tempo vago de maneira produtiva e que trague bons resultados, não apenas mentalmente como também fisicamente, recorrendo a cursos online, filmes e séries instigantes, leitura de bons livros e a prática de exercícios físicos, para que contribuam para a saúde mental. Ainda mais, as redes sociais devem incentivar a criação de páginas motivacionais a fim de que avancem com a cultura do autocuidado, incrementando dicas e conselhos para que as pessoas tenham seu próprio modelo de vida, ao invés de tentarem seguir algum padrão.