Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 12/09/2020

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão de compartilhar mentiras e boatos na internet. Nesse contexto, a divulgação de notícias falsas é um desafio no Brasil e persiste devido o uso para manipulação política, além de causar problemas de saúde em suas vítimas.

A princípio, o compartilhamento de mentiras para manipulação política é o responsável pela persistência do problema. Nesse viés, o golpe do Estado Novo por Vargas, ocorreu pois foi atribuído o Plano Cohen -normas para a revolução- aos comunistas, sendo tal fábula difundida pelo país, todavia os militares foram os autores. Assim, a internet agrava a exploração política do cidadão, por meio da divulgação em massa de notícias falsas -difamando opositores-, induzindo ele a tomar decisões erradas. Tal ato, é perpetuado pois a ganância de poder prevalece em face da verdade.

Por outro lado, a nociva cultura dos boatos é fomentada por sites e blogs pessoais, que são utilizados por indivíduos desprovidos de ética, visto que publicam informações sem verificar a veracidade. Tal atitude, contrapõe a ética kantiana, pois as mentiras afetam a saúde mental das vítimas, sendo que ela prega que devemos agir de modo que não prejudique o próximo. Deste modo, segundo o Ministério da Saúde, pessoas que são difamadas na internet têm 90% de chance de ter transtorno psicológico, logo sociedade que almeja prosperar, deve-se combater tais comportamentos.

Portanto, é mister o combate de mentiras e boatos na internet pautado na ética kantiana. Logo, o Ministério da Justiça e o da Comunicação devem criar um órgão fiscalizador, por meio da aglutinação de corpo técnico, para policiar a divulgação de notícias falsas na rede com o viés de manipulação política, bem como a disseminação de boatos em sites e blogs pessoais, assim coibindo e punindo tais atos. Deste modo, os cidadãos irão priorizar a verdade e medir as consequências antes de agir, logo condizendo com o livre-arbítrio de Sartre e a ética de Kant, assim prosperando a sociedade.