Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 01/05/2020

A constituição federal de 1988, norma de maior hierarquia do sistema judiciário brasileiro, garante acesso a informação. No entanto, algumas pessoas usam esse direito para espalhar noticias falsas nas redes sociais. Dessa forma, percebe-se que no ano de 2018, o Brasil teve grandes influencias das mídias no cenário político, uma vez que utilizaram o mecanismo para inventar boatos dos candidatos, sobretudo, na eleição a Presidência e o caso de Marielle Franco. Nesse contexto, tais circunstâncias prejudica os aspirantes. Sendo assim, é relevante ações governamentais para minimizar essa problemática de compartilhar mentiras na internet para debilitar pessoas.

Em primeiro plano, embora é natural das democracias as divergências de pensamentos entre os sujeitos, vale ressaltar que segundo o Grupo de pesquisa em políticas públicas para o acesso de informação da USP, 12 milhões de pessoas compartilhou “FAKE NEWS” no Brasil, em apenas um mês em 2018; Logo, eleitores desfrutam da Internet para publicarem noticias distorcidas e falsas, com intuito de denegrir a imagem do candidato oposto, tendo como consequência a polarização política, onde grupos ficam divididos sem discutir ideias sobre o futuro do país e quais eleitos podem beneficiar a sociedade. Ademais, é importuno destacar que conforme Aristóteles, Política se constrói no diálogo e confronto de ideias, Porém, isso não acontece no âmbito Nacional.

Em segundo plano, apesar da morte de Marielle Franco repercutir um cenário desastroso no Brasil, as redes sociais foram ferramentas fundamentais para utilizar relatos incertos com a intenção de abafar o caso. De acordo com o portal G1, algumas pessoas incluindo políticos, inventaram boatos insinuando o envolvimento da vereadora com organizações criminosas e que sua própria campanha eleitoral, teve influencias diretas de traficantes do Rio de Janeiro. Consequentemente, fica evidente que a Internet nesse contexto, foi utilizada para denegrir a imagem da pessoa. Por conseguinte, as disseminações de publicações falsas ou discursos de ódio tem que ser combatidas rapidamente.

Portanto, cabe ao MCTIC alertar as empresas de aplicativos a  promover diretrizes na demanda de publicações, isso pode ocorrer mediante a programas que visam monitorar os tipos de recursos, estabelecendo limites aos usuários que compartilham o que querem, prejudicando outras pessoas, Além de, adaptar políticas de publicidade, incentivando os usuários a se beneficiar da Mídia de forma que não interfira a imagem de nínguem perante ao público. Ademais, adequa-se ao MEC, proporcionar palestras de informática em locais públicos, por meio de um projeto social que visa estimular a educação tecnológica aos navegantes, com intuito de conscientizar a população a visualizar os malefícios que trás os boatos falsos. Só assim, o direito constituição será utilizada de maneira eficiente.