Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 16/04/2020

Um dos problemas mais significativos da sociedade brasileira contemporânea é a difusão de informações falsas nas redes sociais. Esse infortúnio está relacionado, sobretudo, à falta de senso crítico e à influência na atitude das pessoas. Em vista disso, há a necessidade de serem tomadas medidas para solucionar ou minimizar a problemática.

Antes de tudo, vale ressaltar que os brasileiros são consumidores de notícias do meio cibernético. A preferência  pela leitura de informações da internet surgiu com a facilidade de compra de celulares, que se tornou o principal aparelho para acessar a rede no Brasil, segundo pesquisas do IBGE. Entretanto, devido ao fácil acesso, ao excesso de informações disponíveis, e à superficialidade dos hipertextos, a repercussão de notícias falsas se tornou mais comum pela falta de senso crítico da população. Nesse sentido, as agências “Lupa” e “Aos Fatos” foram criadas com o objetivo de fornecer meios para a checagem de fatos no país em busca da verdade.

Além disso, outro fator ligado ao problema é a influência no comportamento dos indivíduos. Segundo Carlos Heitor Cony, a internet provoca uma “poluição espiritual” por fornecer informações repetidas e inúteis para o leitor. Prova disso foi o resultado das eleições presidenciais dos EUA entre Hillary Clinton e Donald Trump, favorecido por notícias falsas que foram criadas com o objetivo de difamar um candidato em detrimento de outro. Entretanto, esse problema não ocorre somente nos EUA, mas também no Brasil, visto que várias eleições também têm seus resultados influenciados por notícias falsas.

Fica evidente, portanto, a necessidade de intervenção da escola e do Estado, entre outros agentes sociais, com o objetivo de combater as notícias falsas. Assim sendo, é necessário que, nas escolas, os professores abordem esse tema com os alunos, por meio de palestras e projetos pedagógicos periódicos, a fim de difundir o altruísmo e o respeito entre os alunos. E o Estado, em parceria com a mídia, deve instruir os cidadãos a identificarem notícias falsas, mediante tutoriais nos meios de comunicação de massa, além de investigar e aplicar punições aos compartilhadores de notícias falsas na internet.