Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 09/04/2020

A Constituição Federal do Brasil, promulgada em 1.988, garante a todos o direito à Segurança. No entanto, com o surgimento da internet e sua capacidade de levar informação, esse direito está em risco, haja vista a facilidade de propagar mentiras. Nesse contexto, é necessário analisar a condição humana que fomenta esse tipo de ação e os sérios riscos que causam a toda a sociedade.

Primeiramente, é importante salientar que o ser humano possui a característica de compartilhar informações desde o início da civilização, como defende o escritor Yuval Harari em seu livro Sapiens - uma breve história da humanidade. Dessa forma, a internet se torna uma ambiente interessante aos humanos. Assim, uma pessoa pode propagar uma história em poucos segundos utilizando a rede e se essa informação for mentirosa ou mal averiguada a segurança de todos estará em perigo.

Por conseguinte, são muitos os riscos gerados nesse cenário: risco à democracia: com mentiras (fake news) sobre políticos em disputas eleitorais; risco de vida: com agressões a uma pessoa que seja acusada de um crime que não cometeu, como ocorreu na cidade de Santos, em 2.015, quando uma mulher foi espancada e morta por ser, falsamente, acusada de ser assassina de crianças. São inúmeros os riscos possíveis nesse contexto analisado .

Por fim, é necessário uma atitude a fim de melhorar a problemática descrita. Com esse objetivo, o Congresso Nacional deve criar um conselho nacional de segurança na internet, por meio de parcerias com o Ministério da Educação e especialistas em tecnologia. Criando, assim, uma força tarefa voltada a produzir normas que garantam o bom funcionamento da rede, produzindo palestras nas salas de aula sobre o uso consciente da internet. Dessa forma, a propagação de mentiras e boatos será mitigada e a Segurança, garantida na Constituição, será mantida.