Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 07/04/2020
Acredita-se mais facilmente em grandes mentiras ditas frequentemente do que em pequenas verdades comprovadas, afirma o livro Conhecendo a mente de Adolf Hitler como uma citação proferida pelo próprio Führer. Embora a contemporaneidade viva a época de maior esclarecimento já visualizada, o índice de pessoas mal informadas ou que confiam plenamente em falsas notícias é exponencial, uma vez que a comprovação da matéria não é buscada e o senso crítico torna-se inexistente. Dessa maneira, concebe-se uma sociedade alienada à comprovação factual e dotada de atitudes danosas à coletividade as quais prejudicam a integridade das diversas esferas sociais.
Dada a eclosão da Corrida Espacial, em meados da Guerra Fria, e a consequente era técnico-científica informacional, a democratização do conhecimento aparece como uma constante. Ainda que haja exceções, as massas são fortemente influenciadas por noticiários chamativos, exibicionistas e que abordam polêmicas, devido, majoritariamente, a questões psicológicas e à carência da indução ao senso crítico. Logo, visualiza-se a formação de um exército de mentiras, as quais compelem o ser a agir de acordo com elas e passá-las adiante, gerando uma ramificação de boatos.
A teoria da liberdade kantiana concebe o uso da reflexão e do senso crítico a favor do esclarecimento, visando a gênese de uma ser humano que não é enganado por falsas notícias nem alienado às autenticações factuais e científicas. Mesmo que seja um processo custoso, seus resultados são benéficos não só ao agente, de modo isolado, mas também às pessoas com as quais convive. Isso posto, haverá menor quantidade de mentiras circulando pelos meios midiáticos, principalmente pela internet.
Destarte, medidas são necessárias para conter a problemática. É mister que o MEC, em parceria com empresas propagandistas e redes influenciadoras, induza a comunidade a buscar pela verificação das noticias às quais tem acesso, utilizando propagandas instrucionais e sua constância na mídia, a fim de evitar o exposto por Hitler. Outrossim, que os órgãos educacionais e de trabalho promovam cursos ou workshops, os quais estimulariam as pessoas a ter senso crítico e as ajudariam a identificar mentiras midiáticas, afirmando positivamente a teoria da liberdade kantiana e auxiliando no bom uso dos meios técnico-científicos informacionais. Assim, a sociedade não será afetada negativamente pela mídia e a integridade das diversas esferas sociais será mantida.