Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 07/04/2020

No decorrer do século XX, foi possível observar o crescimento gradual do papel da internet na sociedade, caracterizada, atualmente, como principal fonte de informações mundiais. Entretanto, o compartilhamento de mentiras tornou-se comum, uma vez que o governo é inoperante quanto à fiscalização de postagens nas redes sociais e a população é inerte no que se refere à verificação das origens de notícias, sendo considerado um grande entrave contemporâneo.

Inicialmente, é primordial ressaltar que os órgãos públicos são negligentes no que tange ao supervisionamento das informações postadas, visto que os usuários realizam publicações falsas sem receberem punições adequadas. Esse contexto de ingerência transcende à ficção, como é visualizado no decorrer do filme ‘‘Uma Noite de Crime’’, cujo enredo retrata um período caótico na sociedade devido à inação estatal, que se assemelha a realidade brasileira no âmbito da publicidade enganosa. Dessa forma, como consequência da ineficiência citada, vislumbra-se o aumento constante do compartilhamento de boatos na internet, alienando a população e prejudicando diretamente o bem estar social, a política e, até mesmo, a economia do país.

Ademais, a sociedade, inconsciente de sua importância para a realidade atual ser revertida, continua promovendo informações sem comprovar sua veracidade, contribuindo com a perpetuação do cenário. Assim, conforme o sociólogo Auguste Comte, é necessário ‘‘ver para prever, a fim de prover’’, ou seja, a nação brasileira deveria reconhecer a essencialidade da verificação da origem das postagens, para alcançar uma previsão acerca dos perigos do compartilhamento de notícias falsas e, desse modo, alteraria o contexto nacional. Por conseguinte, caso a sociedade seguisse esse pensamento, a divulgação das chamadas ‘‘fake news’’ reduziria significativamente, pois não haveria meios de se propagar de maneira eficaz.

É evidente, portanto, que a questão do compartilhamento de mentiras na internet deve ser resolvida com urgência. Para que isso ocorra, a Secretaria Especial de Comunicação Social deve transmitir, por meio da criação de propagandas educativas veiculadas por folhetos chamativos e dinâmicos, a mensagem de que o cidadão deve sempre recorrer as fontes de todas as informações, antes de compartilhá-las, para que um pequeno boato não tome grandes proporções. Assim, a população, anteriormente alienada, terá conhecimento sobre o tema e, de forma conjunta com o governo, agirão corretamente em busca do equilíbrio.