Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 06/04/2020

Durante muito tempo, cientistas estudaram o formato da Terra e comprovaram que o planeta é redondo. Atualmente, muitas pessoas voltaram a defender a teoria da Terra plana, baseado em boatos e mentiras compartilhadas na internet. Sendo assim, hoje em dia, muitos desacreditam na ciência ao preferirem a opinião popular e julgam ser a verdade absoluta tudo aquilo que é divulgado nas redes sociais, podendo prejudicar desde a própria saúde ou outras pessoas.

Em primeiro lugar, a teoria terraplanista (acreditam que a Terra está parada e sua superfície é plana), ganhou visibilidade nos últimos anos. Infelizmente, o crescente número de adeptos à ela ocorre devido divulgações de vídeos e publicações realizadas em locais como o YouTube e Facebook (plataforma de mídia digital e meio de comunicação, respectivamente). Contudo, atualmente o formato redondo já foi comprovado através de imagens de satélites e cálculos. Logo, esse exemplo demonstra que as redes sociais tornaram-se veículos para propagação de notícias falsas, conhecidas como fake news e que a cada dia, as pessoas tentam destruir a credibilidade científica, ou seja, negando tudo aquilo que já foi comprovado cientificamente, afetando até mesmo a área da saúde.

Nessa conjuntura, em um período de pandemia devido o novo coronavírus (COVID-19), uma das formas de prevenção é higienizando as mãos com água e sabão ou álcool em gel. Porém, devido a grande demanda, o produto ficou mais difícil de ser encontrado nas farmácias e supermercados, dessa forma, pessoas gravaram vídeos parar ensinar receitas caseiras utilizando o próprio álcool líquido de setenta porcento (considerado o ideal para eliminar o vírus) e outros ingredientes, mas isso acaba dando uma falsa sensação de proteção por ocorrer uma diminuição da concentração devido diluição do mesmo, sem contar que esse álcool em gel caseiro pode ser prejudicial à saúde. Portanto, devido um boato compartilhado pode ocorrer a proliferação de um vírus ao invés de o eliminar.

Assim sendo, é extremamente importante que o Ministério da Educação, juntamente com as escolas e faculdades (dois meios de formação intelectual) promovam aulas interativas - em tablets ou computadores- para crianças até adultos, mostrando melhores formas de se obter uma informações, como buscá-las e comprovar se é realmente verdadeira. Dessa maneira, as pessoas ficam menos suscetíveis a conteúdos falsos e evita-se o compartilhamento de notícias falsas e os riscos conectados à elas.