Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 06/04/2020

Em determinado contexto da obra “Harry Potter”, escrito por J.K. Rowling, a personagem principal é presenteado por uma capa que lhe confere invisibilidade e, dessa forma, motivado pelo seu ocultamento o garoto encontra coragem para enfrentar diversas situações. Analogamente, ocorrem na sociedade hodierna os principais problemas relacionados à internet, isso é, devido ao anonimato as pessoas sentem-se livres para publicar comentários preconceituosos e notícias falsas. Nesse sentido, o compartilhamento irresponsável de inverdades deve ser compreendido e ,então, remediado.

Seguindo essa linha evidencia-se que o acesso irrestrito e facilitado concomitante ao elevado grau de propagação tornam as redes perigosas. A partir do século XV, com a invenção da prensa por Johannes Gutenberg o mundo da comunicação foi revolucionado, pois,  findou-se o monopólio da igreja e seus monges sobre a cópia de documentos em geral. Tempos depois, o surgimento da internet propiciou uma segunda grande mudança ao torná-la ainda mais abrangente. Contudo, por tratar-se de uma ferramenta recente, inúmeros indivíduos não sabem como operar esse meio informacional corretamente e, assim, ajudam na difusão de “fake news”. Logo, a ignorância digital estrutura-se como um álibi de boatos, uma vez que o alarmismo sobrepõe-se às fontes seguras, ao bom senso e à verossimilhança.

Sob essa ótica são gerados implicações negativas na sociedade, já que, as redes possuem papel persuasivo sobre o cidadão. Nas palavras de Aristóteles:" O menor desvio inicial da verdade multiplica-se ao infinito a medida que que avança", nesse sentido, a mistura entre propagação e convencimento tornam eminentes a ocorrência de desvios pelos homens, porquanto, eles passam a serem motivados por mentiras. Por exemplo, em 2014, em São Paulo, uma empregada doméstica foi linchada e morta pela população ao ser confundida com uma criminosa após uma notícia falsa ser altamente vinculada. Em resumo, a internet e seu mau uso se tornaram uma patologia social grave ao criar vítimas e opressores pela falta de critério.

Destarte, ao cabo de minimizar a publicação de boatos, medidas se fazem prementes. Dessa modo, cabe o Ministério da Educação inserir na grade curricular o ensino digital para estruturar uma geração consciente dos riscos e responsabilidades do mundo virtual, capaz também, de auxiliar seus pais na seleção de informações. Em seguida, o legislativo deve endurecer as leis de cunho punitivo relacionado ao compartilhamento de inverdades, propondo prisão a fim de desestimular a inconsequência que ,atualmente, vem orientando os internautas; mostrando-lhes por meio dessa medida que nem as “capas da invisibilidade” da ficção superam a justiça.