Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 06/04/2020
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão do bombardeamento de notícias e boatos falsos na internet. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da má influência midiática e da falta de conhecimento.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a má influência midiática presente na questão. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, com tantos meios de comunicação, torna-se impossível que todos sejam apuradas pois há um grande volume de informações circulando. Dessa forma, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema.
Além disso, o compartilhamento de notícias falsas na internet encontra terra fértil na falta de conhecimento. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. O jornal Buzzfeed, no ano de 2016, fez uma pesquisa perguntando aos entrevistados qual era sua principal fonte de notícia, 23% respondeu que era o facebook, desses, 83% acreditavam que notícias falsas eram verdadeiras. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informações verdadeiras, sua visão será limitada.
É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Como solução, é preciso que ONGs em parceria com mídias de grande acesso, criem uma cartilha para conscientizar a população sobre como acessar com segurança a internet. Nela, os navegadores seriam guiados a olhar a fonte, as datas e todas as informações importantes da matéria, a fim de comprovar a sua veracidade. Ademais, a cartilha pode ser divulgada por meio da criação de propagandas e vídeos a serem circulados nas redes sociais. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade.