Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 16/04/2020
De acordo com Sócrates, filósofo ateniense, as informações devem passar pelo teste das três peneiras: verdade, bondade e necessidade. Uma vez que uma notícia não é verdadeira, não está sendo repassada por bondade e não é útil, ela não deve ser anunciada. Todavia, na realidade hodierna, essa teoria não é colocada em prática, visto que muitos compartilham notícias falsas e boatos na internet, isso que, por sua vez, compromete a veracidade de sites confiáveis e tende a colocar em risco a segurança dos internautas. Dessa forma, é necessário que o governo e a sociedade se atentem a esse problema e busquem meios de solucioná-lo.
Nesse contexto, sabe-se que a internet oferece a seus usuários diversos benefícios, bem como informar e ser informado. Contudo, como qualquer outra tecnologia, ela encontra malefícios, em consequência do seu mau uso associado à capacidade difusora de informações. Portanto, uma vez que, o Marco Civil da Internet se torna insuficiente para conter as falsas informações e boatos disseminados na rede, espera-se que as pessoas busquem sempre as fontes das notícias que compartilham com os demais usuários. Entretanto, a realidade é justamente a oposta, e o resultado desse contraste é refletido no alto índice de compartilhamento das “Fake News” - notícias falsas se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras, segundo o jornal Folha de São Paulo -. Com isso, percebe-se que os internautas, em sua maioria, além de ver notícias de caráter duvidoso, ainda as compartilham, o que leva ao engano de outros milhões de pessoas.
Somado a isso, em janeiro de 2020, o Facebook começou a banir os vídeos com “deepfake” - vídeos criados a partir de inteligência artificial e que reproduzem a aparência, as expressões e a voz de alguém do mundo real -, visto que conteúdos desse tipo manipulam a realidade e disseminam informações diferentes das que de fato foram dadas. Por conseguinte, as falsas notícias são encontradas em todos lugares da internet: redes sociais, YouTube e blogs, por exemplo. Ademais, vale ressaltar que, em épocas de eleições, as “Fake News” se tornam ainda mais frequentes, sempre com o intuito de arruinar a imagem de algum político, e situações como essa influenciam diretamente no pleito eleitoral. Da mesma forma, em tempos de pandemia, as “Fake News” também ganham força, principalmente nas redes sociais, ocasionando o pânico e a desinformação verídica da população.
Dado o exposto, fica evidente o malefício das informações falsas e boatos disseminados na internet. Dessa forma, faz-se necessário que o Ministério das Comunicações, em parceria a influenciadores digitais, promova propagandas na internet e na televisão, com o intuito de ensinar formas de verificar a veracidade de uma notícia e esclarecer o perigo das “‘Fake News”.