Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 07/04/2020

A Primavera Árabe, iniciada em 2010, é uma onda revolucionária de manifestações em busca de emancipação política dos povos do oriente médio e do norte da África. A internet é a protagonista desse movimento, pois por meio dela tais protestos são realizados. Deste modo, notamos como a dissipação de notícias se dá intrinsecamente aos meios virtuais. No entanto, tal repercussão pode ser extremamente maléfica para a sociedade quando acompanhada por mentiras e boatos, como é o caso da descriminação à vacina e da “fake news”.

Hoje, o mundo sofre com a pandemia do covid-19 e necessita de medicamentos e vacinas contra o vírus, outrora, essa realidade repetiu-se com a expansão da varíola. No Rio de Janeiro, essa doença acompanhou-se do movimento popular antivacina, o qual descriminava a vacinação devido a divulgação de boatos que essa ocasionaria a morte. Assim, observamos que os meios de comunicação (orais ou virtuais) sempre atingiram a concepção das pessoas e, com sua alta repercussão atualmente, com o advento da internet, os danos seriam ainda maiores, visto que uma informação deteriorada atingiria à saúde em nível global.

Acreditar em qualquer informação que se assemelha estruturalmente com uma notícia tradicional é um grande erro dos internautas, dado que a internet é abastada de “fake news” _ notícias equivocadas. Não obstante, de maneira análoga ao critério de falseabilidade para o filósofo Karl Popper _ o qual consiste na refutação de ideias _ o indivíduo deve encontrar mecanismos para questionar tais notícias, como verificar diferentes jornais/sites e conferir suas fontes, refletindo sobre a legitimidade daquelas.

Por conseguinte, vê se a necessidade da aproximação dos órgãos de saúde ao público. Isso conseguiria ser feito com financiamento governamental em propagandas midiáticas, as quais explicariam à população os fundamentos da vacina e como ela contribui para prevenir doenças indesejáveis. Ademais, o combate às “fake news”, por intermédio de penalizações formuladas pelo governo legislativo e fiscalizadas pelos próprios usuários da internet, poderia ser incentivado por instituições jornalísticas, uma vez que essas manuseiam sites com alta audiência. Desta forma, o impacto de mentiras e boatos na internet seria infrutífero.