Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 06/04/2020
Durante a Idade Média, Joana D’Arc foi morta na fogueira pela Igreja Católica, após falsos boatos de ser uma bruxa. Entretanto, apesar de tal fato datar de séculos antepassados, as “Fake News” ( noticias falsas) ainda percorrem na contemporaneidade brasileira, causando transtorno e temor para as pessoas. Nesse ângulo, devem ser analisadas as principais causas dessa problemática.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que as notícias falsas ganham cada vez mais destaque nas redes sociais. Uma prova disso foi o caso da mulher morta no interior de São Paulo, depois que sua amiga espalhou falsos boatos na internet que matavam crianças em rituais, sendo linchada e assassinada pela população local. Diante disso, muitos “vilões” da internet criam notícias inválidas, os internautas não verificam a fonte, repassam a matéria e estas se espalham rapidamente no “mundo digital”. Dessa forma, não é à toa que Hitler já usava dessa ideologia para promover sua imagem durante a 2° Guerra Mundial.
Ademais, convém frisar que a mídia é umas das propulsoras do problema. A circulação de fake news tem se tornado um grande lucro para empresas que se utilizam desse artifício, por exemplo, uma menina cega que ganha 0,10 centavos por cada compartilhamento, dicas sobre um remédio proibido que emagrece muito em pouco tempo e falsos produtos. Dessa forma, conforme afirmava os filósofos Adorno e Horkheimer, o sistema capitalista implanta a necessidade de consumo ligada à pseudo-felicidade. Parafraseando esse conceito, o tecido social fica alienado, influenciado pelo compartilhamento mentiroso e circula cada vez mais essas manchetes. Os boatos da internet, portanto, representam um impasse no meio social brasileiro. Para tanto, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, órgão responsável pela administração pública, deve vigorar melhor a lei, por meio da implantação de multas ou até mesmo prisão, dependendo da gravidade do caso, tanto para as empresas, quanto para os internautas que cometerem esse crime. Para que, dessa maneira, as notícias falsas fiquem apenas no contexto histórico.