Razões para incentivar a adoção de animais de estimação
Enviada em 15/08/2024
Conforme a Constituição Federal de 1988, todos têm direitos sociais, individuais, políticos e coletivos. Entretanto, essas garantias constitucionais não são vistas na prática quando se observa a questão da adoção de animais de estimação. Nesse sentido, para combater essa problemática, é necessário romper com a omissão estatal.
Diante desse cenário, nota-se que a negligência governamental é um fator agravante da adoção de animais de estimação. Nesse viés, o filósofo inglês John Locke afirma que o dever do Estado é garantir os direitos e o bem-estar dos cidadãos; no entanto, a máxima do autor não é cumprida, já que o governo não fornece políticas públicas que garantem o incentivo à adoção responsável de animais. Dessa forma, enquanto a máquina estatal negligenciar suas responsabilidades, o problema da baixa adoção de animais de estimação perdurará.
De outra parte, a falta de conscientização da população também pode ser apontada como promotora do problema. Partindo desse pressuposto, percebe-se que a ausência de campanhas educativas e de informações sobre os benefícios da adoção de animais agrava a situação, resultando em um grande número de animais abandonados. Destarte, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a desinformação contribui para a perpetuação desse cenário caótico.
Portanto, é necessário solucionar a questão da adoção de animais. Para isso, cabe ao Estado - em sua função de promover o bem-estar coletivo - criar e implementar políticas públicas de incentivo à adoção responsável por meio de campanhas de conscientização e apoio a abrigos, com a finalidade de reduzir o abandono e garantir um lar para os animais. Além do mais, cabe às instituições escolares instruir os alunos acerca da importância da adoção de animais de estimação por intermédio de palestras, com o objetivo de minimizar a invisibilidade desse tema. Com isso, os preceitos da Constituição serão cumpridos.