Questões relacionadas à prostituição no Brasil
Enviada em 09/11/2020
A prostituição é considerada uma das profissões mais antigas, por muito tempo homens e mulheres usam o corpo como forma de sobrevivência. Essa realidade se mantém presente em diversos países e inclusive no Brasil afetando todos gêneros e idades. Assim, a prostituição tem se tornado ramo de trabalho para suprir as necessidades de diversos indivíduos. Nesse contexto, há diversos empecilhos, como: a desigualdade social e a violência. Em primeira análise, é importante ressaltar que a desigualdade no Brasil contribui para o crescimento da busca pela prostituição. Segundo a Fundação Mineira de Educação e Cultura (FUMEC) 55% das prostitutas necessitam de renda extra para auxiliar no sustento da família. Dessa forma, fica nítido que muitas pessoas veem esse caminho como uma forma de garantir o mínimo necessário para sobreviver. Diante disso, como já dizia Aluísio Azevedo, em sua obra “O Cortiço” a prostituição se dá geralmente por pessoas de baixa renda, marginalizados pela sociedade que não tiveram acesso aos bens educacionais e muitas vezes sem condições mínimas para sobreviver. Outrossim, cabe apontar que a violência é um empecilho pertinente na prostituição. A maioria desses profissionais trabalham por conta própria, em locais sem higiene, por diversas vezes perigosos, expostos a violência, agressões e discriminação social. De acordo com uma pesquisa feita pelo site G1, das 450 mulheres entrevistadas, 41% já sofreram algum tipo de agressão. Visto que, esse trabalho ainda é mal visto e considerado imoral por boa parte da população, fazendo com que tais atividades não seja considerada uma de classe trabalhadora, sem direitos básicos, saúde e nem proteção. Em suma, torna-se evidente que a desigualdade social e a violência causam diversas problemáticas.
Nesse sentido, com o intuito de reverter esse empecilho é necessário que os Ministérios do Trabalho junto com o Ministério da Educação devem distribuir oportunidades iguais para inserir esses cidadãos no mercado de trabalho, ou até em cursos para os que desejam alguma profissionalização, obtendo uma renda digna e justa para o sustento familiar fazendo com que a busca para venda do próprio corpo seja atenuada e valorize a capacidade de cada indivíduo. Ademais, o Poder Público, ONGs e as polícias, desenvolverem cadastros de pontos da prostituição nas cidades e, dessa maneira, fiscalizar e combater casos de violência contra as mulheres, a partir de rondas de viaturas e do acolhimento de relatos para investigações.