Questões relacionadas à prostituição no Brasil

Enviada em 28/05/2020

No filme, Bruna Surfistinha retrata a história real vivida por Raquel Pacheco, uma mulher que resolveu adentrar na prostituição por questões financeiras. Assim como ela, muitas outras pessoas estão nesse meio, em muitos dos casos, por “obrigação”. Nessa perspectiva, percebe-se a ausência de amparo político, visto que a desigualdade social é visível na vida desses seres e, até mesmo, crianças vivenciam tal experiência.

Primordialmente, na atualidade, muitos cidadãos sofrem de desigualdade social, o que levam a optar por dinheiro rápido. Nesse sentido, na sociedade existem indivíduos que desfrutam de diversos aspectos que o dinheiro pode proporcionar como viagens, carros e casas luxuosas. Porém a maior parcela da população não desfruta de direitos essenciais como a alimentação, desequilíbrio presente com maior visibilidade no período chamado “Milagre Econômico”, durante o Regime Militar (1964 - 1985). Desse modo, sem amparo do governo para a comunidade pobre, os seres se veem na obrigação de entrarem para a prostituição em busca da sobrevivência.

Em segundo plano, segundo a Constituição Federal de 1988, a exploração sexual infantil é crime. Entretanto, muitas crianças também estão nesse intermédio, como afirma uma pesquisa feita pela UNICEF (Fundação das Nações Unidas para a Infância), na qual, em 2015, cerca de 450 mil jovens no Brasil estavam se prostituindo. Nesse âmbito, os (as) adolescentes ficam vulneráveis a transtornos mentais, doenças sexualmente transmissíveis e gravidez precoce indesejada, uma vez que, em casos, sofrem abusos psicológicos e físicos. Assim, debilitando a geração vigente e fazendo-se necessário a intervenção das autoridades.

Portanto, em virtude dos fatos mencionados e levando-se em consideração que a negligencia política em relação a parcela pobre gerando maior caso de prostituição, até mesmo, infantil, faz-se necessário que o Governo, juntamente com o Conselho Tutelar, criem projetos de ajuda financeira para as famílias que sofrem carência de mantimentos, por meio dos impostos arrecadados. Esses devem atentar-se ao número de crianças nas residências para que a verba fique proporcionalmente ao número de integrantes. Garantindo, então, uma sociedade igualitária, com menor número de prostituição e perigos para os inocentes.