Questões relacionadas à prostituição no Brasil

Enviada em 23/02/2020

A obra literária “Largo da Palma” de Adonias Filho relata a vida de Aparecida uma garota de programa negra, que é morta a facadas na rua de Salvador. Fora da ficção, os profissionais do sexo sofrem da mesma situação de risco, uma vez que o Estado se encontra omisso a segurança e apoio aos praticantes da prostituição no Brasil. Nesse sentido, convém analisar as principais causas e consequências e possíveis soluções para esse impasse.

A priori, consoante a Constituição de 1988 todos tem direito a segurança. Todavia, tal prerrogativa legal não tem se reverberado com ênfase na prática, dado que conforme os textos motivadores 41% dos profissionais do sexo (maioria mulheres) sofreram agressões físicas. Dessa forma, é incontrovertível que um dos maiores propulsores para desvalorização da profissional do sexo, refere-se a crença de que o corpo da mulher é somente objeto sexual e posse do homem.

Outrossim, um relatório sobre prostituição e pornografia concluiu que praticantes da prostituição têm uma taxa de mortalidade 40 vezes superior à taxa de mortalidade para todas as outras pessoas. Tal fato corrobora para a ansiedade aguda, depressão, insônia, irritabilidade, uso de entorpecente e estado de alerta. De tal modo que diminui ou mesmo retira totalmente a qualidade de vida dessas mulheres.

Portanto, para resolver o impasse, Urge que o Ministério de Saúde crie palestras ministradas  por médicos e psicólogos e cartilhas, sendo  com o intuito de espraiar informações de como se proteger e denunciar agressores adjunto a isso alertar a sociedade,  diminuindo os preconceitos contra a profissão, que ainda é um grande tabu e extremamente desreispeitada. Ademais, necessita que o Estado apoie postos de saúde disponibilizando especialistas (ginecologistas e psicólogos) para atender mulheres que passaram por traumas durante o trabalho da prostituição. Dessa maneira a realidade brasileira será diferente de Aparecida.