Questões relacionadas à prostituição no Brasil

Enviada em 11/10/2019

Na Grécia Antiga, a questão sexual sempre possuiu influência em outros âmbitos sociais, onde a prostituição ganhava cada vez mais espaço entre as jovens mulheres da época. Atualmente, é possível observar a permanência de tal cenário na sociedade brasileira, mesmo após séculos, de modo a consolidar-se como inerente às raízes humanas. Dessa maneira, enfatiza-se que além de sua decorrência, a  prostituição representa acima de tudo a constante desigualdade social no país, visto que, é geradora de outras questões e eminentes imbróglios, que urgem por soluções no que tange a sua erradicação e negligenciação na atualidade.

Em síntese, a disparidade em um meio social é preocupante. Eventualmente, o Brasil possui dados alarmantes referentes à prostituição de homens e mulheres no país. Dessa forma, estima-se que cerca de 1,5 milhões de pessoas se prostituem em troca de dinheiro ou favores, de acordo com os dados fornecidos pela Fundação Mineira de Educação e Cultura (FUMEC) ,ao passo que reafirmam a banalização do corpo em prol da busca pela sobrevivência, fundada pela desigualdade social e a falta de oportunidades prósperas,que culminariam uma mudança para tal cenário segregador.

Ademais,a negligência é geradora de imbróglios. Concomitantemente,Jean Jacques Rousseau -filósofo e teórico político- entendia que, o homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado. Analogicamente, o problema da prostituição traz consigo algumas consequências que inviabilizam a progressão de outros setores ( como a saúde pública), de modo a trazer retrocesso para toda a nação. Dessa maneira, a prostituição pode desencadear a exploração sexual por proxenetas (popularmente nomeados de cafetões), a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis e até mesmo a gravidez indesejada, que influencia diretamente no aumento dos casos de aborto. Por consequência,  as pessoas dependentes do ofício encontram-se  “acorrentadas” por tal situação e por suas consequências que juntas exponenciam os impasses já existentes na saúde pública e na sociedade brasileira.

A questão da prostituição é, portanto, produto da liquidez das relações humanas em suas esferas trabalhistas, ao passo que, amplia abismos já existentes na marginalização de tal ato como “última solução” plausível. Destarte, urgem medidas que visem a diminuição e posterior erradicação do impasse no Brasil. Logo, o poder Legislativo deve diminuir a referente marginalização, por meio de leis que ofereçam regulamentação às casas de prostituição e constantes vistorias,com o apoio de agentes federais e sanitários, a fim de tonar menos inóspitas as situações de trabalho,e reconhecer tal profissão como autônoma, de modo a iniciar um processo de desmarginalização na sociedade e evitar diversos outros imbróglios que afetam a saúde pública, distanciando-se da realidade vivida na Idade Média.