Questões relacionadas à prostituição no Brasil
Enviada em 26/05/2019
Na música “Garoto de aluguel” o artista Zé Ramalho retrata, em meio a diversas figuras de linguagem, a banalização da profissão do sexo, como no trecho: “Minha profissão é suja e vulgar, quero um pagamento para me deitar e junto com você estrangular meu riso[…]”. Assim, vemos que desde o tempo de lançamento dessa música até a contemporaneidade, há um vulgarização dessa forma de trabalho. Tendo como consequência uma espécie de marginalização do indivíduo, o qual escolhe esse meio como forma de sustento monetário, muitas vezes por questões financeiras, familiares ou vícios químicos(Drogas lícitas ou ilícitas).
Como exposto anteriormente, devido o preconceito arraigado referente à prostituição, eles têm um estilo de vida à margem da sociedade, concomitante a isto, há um certa falta de leis específicas que abranjam casos de violências(sexuais, psicológicas e físicas) no seu trabalho. Em 2012 foi realizado um estudo no município de Picos-PI com as profissionais cadastradas na Associação das profissionais do sexo. Segundo os dados apurados, houveram majoritariamente a ocorrência de agressões psicológicas. Agressões essas, paralelas a vulgarização de sua profissão, intensificam ainda mais os traumas psicológicos que a curto e longo prazo são intensificadores de vícios e problemas mentais, respectivamente.
Diante disso, também existe o início na profissão por parte de pessoas que já são dependentes químicos, como também há uma entrada nesse ramo por questões de dívidas, aumento da renda mensal ou devido aos ambientes familiares, os quais muitas vezes são os próprios pais quem induzem crianças para a prática da venda de prazeres. Na filosofia, Platão traz à tona um análise social pelo “mito da caverna”, onde mostra pessoas no fundo da caverna prezas a correntes e que têm uma visão limitada ao que é projetado na parede à sua frente. Logo, uma reflexão social perante a realidade dessas pessoas que decidem realizar tais serviços, principalmente quem começa desde da menoridade, é que a longo prazo, adentrarão nessa caverna e verão apenas este meio de renda como o único possível para elas. Deixando-as expostas as agressões e preconceitos ligados a esse trabalho.
Portanto, com o objetivo de diminuir esses casos no dia-a-dia de serviço dessas pessoas. Faz-se necessário a criação de leis trabalhistas e de punição à violência, por parte dos Deputados Federais e Senadores-pois a eles cabem as leis de influência em escala nacional-, que englobem casos ocorridos com garotos e garotas de programas. Mas também, justaposto a atuação legislativa, ONGs ofereçam ajuda psicológica para essas pessoas nas ruas com o intuito de confortar-las na ocorrência de casos de violência e até induzindo-as a saída desse meio, descobrindo sua real vocação.