Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 24/05/2021

“Por que não salvamos o planeta enquanto tínhamos tempo?”. A frase do documentário “A Era da Estupidez”, de Franny Armstrong, reflete o ano hipotético de 2055, quando a terra está assolada de catástrofes naturais. Nesse contexto, o alerta do documentário se alinha ao Brasil, uma vez que os desmatamentos e as queimadas da Amazônia mostram-se como uma reflexo da ausência de proteção. Nesse sentido, nota-se uma imagem de omissão e desleixo que apadrinha o planeta.

Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. Na ótica de Platão: “A parte que ignoramos é muito maior que tudo quando sabemos”. Sob esse viés, quando imagens de tráficos de animais, o recurdescimento do desmatamento e, por tabela, a extinção de animais e plantas se tonam comuns, é indicativo para se exigir uma atuação mais urgente das autoridades, visto que a “parte ignorada” colhe todo o azedume dessa devastação, haja vista que o Instituto de Pesquisas da Amazônia (IPAM) aponta que, até o ano de 2018, 500 mil quilômetros quadrados da floresta já haviam sido desmatados. Logo, mostra-se um Governo ineficiente nessas conjunturas.

Por sua vez, outro vetor é o papel apático do olhar coletivo nessa temática. Em meados de 2018, a jovem Greta Thunberg pregava indignação com as autoridades, reivindicando um olhar mais atento a causa ambiental. De forma adversa, a sociedade brasileira, em alguns casos, ainda não se motiva a lutar por maior respeito a natureza, assim, essa deturpação ambiental só amplifica mais crimes, impunidade e, sobretudo, ratifica o absentismo de preservação. Dessa forma, é fulcral que a coletividade abdique da ação de inércia, com o fito de haver melhorias.

Infere-se, portanto, que, nessa problemática, o Estado deve intensificar a atuação de órgãos de enfrentamento como o Ibama, por meio do investimento na estrutura e ampliação de mais agentes em locais distantes, onde não há proteção às terras de preservação, a fim de barrar o percurso de todo o caos. Ademais, a sociedade precisa tonificar a tarefa de discussão acerca dessa esfera, por intermédio de palestras educativas e documentários inseridos nessa causa, com o intuito de fomentar a consciência coletiva, sob pena de a “Era da estupidez” não seja tão somente uma obra de ficção.