Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 23/04/2021
De acordo com o Artigo 225,presente na Constituição da República,todos têm direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado,impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.Sob essa ótica,percebe-se a importância da educação ambiental no país,sobretudo no que tange à divergência de opiniões sobre os possíveis agentes,internacionais ou nacionais,da Floresta Amazônica,seja pela noção de que vive-se em apenas um planeta comum,seja pela possível interferência na soberania do Estado.
Em primeira análise,faz-se importante destacar que,em contraponto às grandes diferenças entre culturas num passado de bases sólidas,no hodierno,com o advento da globalização,nota-se a fusão cultural como um fato cada vez mais abrangente.Nesse sentido,a teoria sociológica do escritor alemão Norbert Elias,principalmente no que diz respeito à formação de teias de interdependência em todos hábitos e âmbitos de convívio,destaca,uma vez que o posicionamento monopartidário é insustentável na política climática atual,a necessidade de uma diplomacia forte e amplificada.Desse modo,em consequência direta da crescente interdependência entre os povos,constata-se a propagação de tais teias no contexto da preservação da natureza como indicadora dos efeitos benévolos de um governo empático e contrário à autocentralidade.
Contudo,em contraste às ideias favoráveis ao direito de incentivos e repreensões de nações exteriores,urgem,principalmente em nações com forte tendência patriótica e conservadora,a tese de que determinadas ações extrapolam a diplomacia e invadem a soberania do povo que de fato vivencia a situação da Amazônia Azul,zona econômica exclusiva do Brasil que,segundo o INPE,Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais,corresponde a 60% de toda Amazônia da América do Sul.Assim sendo,com o fito de apurar os objetivos das potências ao ajudarem a manutenção do ecossistema sul-americano,verifica-se a instauração de entraves às boas intenções remetentes à preservação de um planeta comum sustentável.
Portanto,em uma sociedade que almeja combater grandezas como essa,faz-se necessário não apenas debates,mas também ações factíveis que possam,direta ou indiretamente,amenizar a problemática em questão.Logo,com a finalidade de maximizar a proteção ambiental na Amazônia,o Ministério do Meio Ambiente deve,por meio de políticas públicas e ações internacionais,ampliar os órgãos fiscalizadores especializados no domínio amazônico,estipulando metas de redução da emissão de gases estufas em até 40%,e aceitar auxílios de países e organizações prósperos no desenvolvimento sustentável.Por fim,espera-se assim,compreendendo a interdependência citada por Elias,potencializar a Floresta.