Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 29/12/2020

De acordo com o pensamento do sociólogo Bauman, a vida contemporânea é movida por aparências. Destarte, tal conceito pode ser aplicado nas relações de preservação da Amazônia, visto que a mensagem passada pelos governos -tanto interno como externos- demosntra preocupação e zelo, mas as ações transfiguram a negligência para com esse bem universal insubstituível. Ademais, há a exclusão dos povos nativos da região, inertes das decisões e a mercê dos anseios globais. Portanto, é imperioso que as autoridades brasileiras e estrangeiras busquem (em união) alterar o quadro hipócrita, visando o bem comum.

Em prelúdio, cabe explananr a cerca da repercusão midiática em dialética com as ações reais. Embora haja o consenso diante da necessidade de preservar a Floresta Amazônica, nações poderosas como os EUA costumam, há séculos, ver tal recurso como fonte de matéria prima para suas necessidades industriais, a exemplo o surto gomífero na região durante a Segunda Guerra Mundial. Esse juízo foi herdado ao Brasil, o qual, sob comando do atual presidente Bolsonaro a vê como um território inesgotável. Logo em decorrência da divergência entre fala e atitude, é visível o padecer paulatino de um bioma tão rico.

Em segunda concepção, faz-se notória exclusão dos povos nativos por parte dos poderes incumbidos. De certo, dados do IBGE afirmam que a demarcação de terras indígenas é a forma mais eficiente de preservar a natureza autóctone. Porém, por vezes, ribeirinhos e tribos  locais são marginalizados do processo, privilegiando interesses empresariais. Em suma, pela influência dos setores industriais, vítimas da usura são veladas.

Enfim, é dever do Ministério do Meio Ambiente aliado a embaixadas estrangeiras, propiciar a abrangência das populações nativas nos projetos de resguardo da floresta, pois estes usufruem com consciência de seu lar. Assim, por meio de congressos e fóruns regionais será possível compreender melhor o problema e resolvê-lo efetivamente. Só então com tais atitudes as palavras deixaram de ser uma mera aparência.