Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 10/12/2020
“Gigante pela própria natureza, És belo, és forte, impávido colosso, E o teu futuro espelha essa grandeza.” O hino nacional brasileiro revela a grandiosidade que o homem tivera desde seu encontro com a Amazônia. Com dimensões astronômicas, esse bioma abrande 49% do território pátrio, sua cobertura vegetal imprescindível para o equilíbrio do planeta. Além disso, em terras amazônicas encontra-se um quinto da água doce disponível para uso no mundo. Ao observar tais fatos e entendendo o papel fundamental desta para o mantimento da vida humana, conclui-se que a Amazônia não é apenas responsabilidade do Brasil, mas da humanidade.
O papel ecológico da vegetação florestal é de suma importância a qualidade do solo, proteger lençóis freáticos -sendo a bacia hidrográfica amazônica a maior de todo o mundo- e como filtro, absorvendo muito do carbônio liberado na atmosfera pelas indústrias, produto da combustão, tornando-se prejudicial aos seres. A vegetação amazônica é responsável por estocar de 80 à 120 bilhões de toneladas dessa substância (C), afirmação de Paulo Moutinho, diretor do IPHAM. Caso essa mata fosse perdida, além da extinção de diversas espécies, muitas endêmicas e diversas ainda não conhecidas, haveria graves consequências para o regime de chuva no mundo, aumento da temperatura global em 0,7° C e a qualidade do ar gravemente afetada, aumentando a incidência de doenças respiratórias, inchando mais os sistemas de saúde brasileiro e mundial, de acordo com simulações feitas em computador por cientistas da Universidade da Virginia, Estados Unidos.
Entendendo a importância da água doce amazônica e os eminentes conflitos por este bem finito e crucial para a vida, é importante a associação de pesquisas nacionais e internacionais para buscar uma forma de aproveitar de forma sustentável, cuidando das 24 milhões de pessoas ribeirinhas, sendo muitos de tribos indígenas que habitam a região.
Destarte, é papel dos países de primeiro mundo e com a menor área verde em seus territórios ,o investimento efetivo na Amazônia, entendendo tal ação como reparador da destruição irreversível de florestas já extintas. Esses, com o governo Federal e ambientalistas, devem auxiliar no cuidado e comunicação com as mais de 180 etnias indígenas locais, usando-a de forma sustentável, promovendo a preservação, livrando-a dos mineradores, latifundiários e da biopirataria. Aqui, abre-se espaço para a importância das forças armadas que vigiam e cuidam desse bem, que nenhuma moeda é capaz de comprar. O Estado, Ministério do Meio Ambiente, e o MEC devem introduzir a sustentabilidade como parte da carga horária escolar e universitária, incentivando os cidadãos a buscar preservar e reviver a floresta, entendendo que sem Amazônia, a vida não seria só mais cinza, seria impossível.