Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 09/12/2020

Desde a chegada dos portugueses ao território do Brasil, no século 16, é possível avaliar os impactos provocados por esses, quando passaram a extrair e comercializar a madeira proveniente das matas brasileiras. Todavia, é importante ressaltar que apesar de ser um problema relativamente antigo, ainda se encontra muito frequente na atualidade, considerando a constante onda de desmatamentos e queimadas ocorridos na floresta Amazônica, em detrimento do comércio e do lucro individual. Mesmo que a maior parte dessa floresta se encontre em território brasileiro, os problemas relacionados a mesma são, ou deveriam ser, de interesse mundial, devido a sua grande contribuição para com a estabilidade ambiental dos climas e ecossistemas espalhados pelo globo terrestre. Tendo isso em vista, é necessário que medidas sejam tomadas para solucionar a problemática.

Primeiramente, é fundamental salientar que a Amazônia como uma floresta é responsável por manter a estabilidade climática e ambiental de todas as regiões terrestres presentes no planeta. Ademais, considerando dados do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), o qual afirma que a floresta Amazônica representa um terço das florestas tropicais do mundo, sendo assim uma das principais responsáveis pela manutenção ecológica e climática como garantir a qualidade do solo e a água doce, bem como a proteção da biodiversidade e evitar desastres climáticos. Dessa forma pode-se entender a funcionalidade e a eficiência que tal bioma representa, além de justificar sua importância.

Entretanto, é sabido que, a Amazônia não possui o tratamento adequado para um bioma que deveria estar sendo preservado, considerando as queimadas ocorridas no ano de 2020, que segundo o Jornal Nacional, superou as queimadas decorrentes dos últimos 40 anos. Bem como o desmatamento realizados por empresas nacionais e estrangeiras, com o objetivo de comercializar a madeira não se importando com os possíveis impactos, as quais tem utilizado um território muito maior do que o permitido, parafraseando pesquisas do IPAM, que também afirmam o desperdício de mais de 60% de madeira utilizada nas cerrarias. Dessa maneira pode-se visualizar o cenário preocupante que se instaura e que pode se agravar se o problema não for solucionado.

Portanto, são necessárias para resolver o impasse. Antes de qualquer coisa, o Ministério do Meio Ambiente deveria criar um teste para a aceitação de empresas estrangeiras em áreas florestais, delimitando os locais e as atividades que podem ser feitas, bem como fiscais que iram avaliar os trabalhos e classificar a atividade como danosa ou benéfica. Além do mais, o Governo Federal em parceria com outros países assinariam um acordo que reforçasse as medidas protetivas, através do aumento do policiamento e das multas em áreas florestadas, evitando maiores impactos as florestas.