Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 02/10/2019
O termo sustentabilidade surgiu a partir da Norueguesa Gro Budtland, integrando o desenvolvimento econômico à questão ambiental. Entretanto, as práticas sustentáveis ainda são pouco aderidas no Brasil, e onde ele mais precisa, como a Floresta Amazônica, pondo-se em discussão os deveres e as obrigações do Brasil e do mundo para com a Floresta.
Em primeiro lugar, é necessário avaliar o Brasil como principal responsável pela Amazônia. Dessa forma, sabe-se que 60% dela se encontra em território brasileiro, tornando-o o maior precursor para sua proteção. Porém, esse vasto e diverso bioma é visto apenas como abastecedor natural e “infinito” para a agricultura e pecuária. Assim, pouco a pouco, o desmatamento culminar-se-ia em uma extinção em massa de animais e plantas que são fundamentais para a vivência na terra, como a produção do gás oxigênio e a fabricação de remédios naturais como a Penicilina.
Ademais, convém salientar a importância dos países estrangeiros para a proteção da floresta. Sabe-se que a Amazônia ocupa outros países além do Brasil, os outros 40% dividem-se entre o Peru e a Colômbia, por exemplo. Desse modo, se há perda da biodiversidade, esses países também recebem sua parcela de culpa. Além disso, o Fundo da Amazônia, financiado pela Alemanha e Noruega, também tem papel fundamental na preservação, pois garante grandes recursos para sua sobrevivência.
Infere-se, portanto, que os deveres para com a proteção e conservação da grande diversidade da Floresta é do mundo todo, mas principalmente do Brasil, que carrega como ala cultural sua heterogeneidade biológica. Assim, o Ministério do Meio Ambiente, deve levar até o poder legislativo, a proposta da criação de leis que barrem o desmatamento da agropecuária, que já possui espaço suficiente. Além disso, através de meios midiáticos, o Estado deve incentivar a exploração sustentável da Mata, como a fitoterapia, que à vista econômica, pode ser mais rentável que o desmatamento, pela raridade das plantas amazônicas.