Problemas relacionados à alimentação no século XXI
Enviada em 23/06/2021
Desde o início da jornada humana no planeta, sua alimentação mudou diversas vezes até chegar aos dias atuais, quando tudo está pronto para ser consumido, graças à mecanização da agricultura. No entanto, a produção da comida para bilhões de pessoas se tornou complexa e é usada como arma econômica e política, além de passar do propósito de alimentação básica para o consumo nocivo à saúde humana.
Durante os últimos anos, a produção e a venda de alimentos transgênicos, ou seja, modificados geneticamente, aumentou drasticamente, segundo dados da Organização Mundial do Comércio. Como a quantidade de tecnologia aplicada ao processo é extremamente alta, só é cabível às grandes empresas, como a alemã Bayer, fazer investimentos nessa área, dessa forma, trazendo um monopólio da produção de sementes e um futuro, não tão distante, controle sobre a alimentação global, o que é preocupante no cenário geopolítico.
Ademais, o estilo de vida da sociedade mundial mudou muito durante as últimas décadas, principalmente com o advento das redes de restaurantes “fast-food”, os de comida rápida e muito calóricas, como o McDonald’s, empresa que figura dentre as que aumentam a distribuição de lucros aos acionistas há 50 anos. Assim, a população cria péssimos hábitos alimentares, o que aumenta a probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares entre outras, conforme dados da Organização Mundial da Saúde, e prejudica o desenvolvimento sustentável do planeta, onde a disponibilidade de produção é limitada por fatores naturais.
Diante do exposto, o mundo precisa compreender a real necessidade da população e trazer a alimentação para a pauta essencial, além da guerra comercial. Para que os brasileiros se alimentem de forma mais saudável, é primordial que o Ministério da Economia, órgão responsável pelas diretrizes econômicas nacionais, incentive os produtores de alimentos orgânicos, por meio da redução de tarifas e impostos, para que esses possam competir de forma mais justa com as grandes corporações. Dessa forma, a população terá mais oportunidades de se alimentar bem e o sistema de saúde terá menos casos de doenças relacionadas à alimentação.