Problemas relacionados à alimentação no século XXI

Enviada em 04/05/2021

Após o término dos conflitos armados do século XX, países se reuniram para a inclusão de novas tecnologias nas atividades agrícolas, com a justificativa de aumentar a produtividade para acabar com a fome no mundo. Diante dessas inovações, a cultura de alimentação das populações foi modificada e a maior parte das refeições tornaram-se prejudiciais à saúde. Isso se deve não só à extinção dos métodos naturais de produção alimentícia, mas também ao difícil acesso a produtos saudáveis no contexto contemporâneo.

A princípio, é substancial ressaltar que, após o término da Guerra Fria, o sistema capitalista conquistou hegemonia entre as nações. Nessa perspectiva, com o auxílio da ciência, que está em extrema ascensão desde o período iluminista, as indústrias começaram investir na criação de alimentos novos, misturando ingredientes que causam sensações viciantes e vendendo produtos que aumentem o consumismo. À vista disso, nota-se que a afirmação do importante físico moderno Albert Einstein, que a tecnologia excedeu a humanidade, é vista em prática nesse cenário, haja vista que os formatos tradicionais naturais para produção alimentícia não são mais uma realidade, como a vista nas gerações passadas.

Outrossim, faz-se relevante salientar que, em consequência da grande quantidade de agrotóxicos presentes na agricultura atual, os mantimentos fornecidos pela terra, sem a presença desses vermicidas, tornaram-se mais escassos e caros para serem adquiridos. Nesse sentido, grande parcela dos cidadãos não encontram alternativas mais nutritivas e naturais de subsistência, pois se tornaram dependentes do fornecimento industrial. Sendo assim, medidas são necessárias para implantação dos frutos origininais no mecardo.

Portanto, urge que o Governo, nas figuras dos três poderes constitucionais, responsáveis pela administração, elaboração de normas legais e justiça do Estado, reformule as políticas de produção dos alimentos no país. Essa ação exigirá a volta dos meios naturais de produção, com uma presença menor e menos prejudicial de substâncias que aceleram o processo do plantio, e implantará mais exigências para criação dos produtos industriais, diminuindo a quantidade de ingredientes viciantes. Ademais, isso será feito com o apoio de ambientalistas, nutricionistas e especialistas que atuam na área ecológica, com o fito de ajudarem na criação e fiscalização desses novos requisitos. Dessa forma, o campo se tornará menos “envenenado”, como o visto antes da Revolução Verde do século XX, e os alimentos naturais tornar-se-ão mais acessíveis para toda a população.