Problemas relacionados à alimentação no século XXI
Enviada em 27/05/2021
No filme “WALL- E”, da companhia Disney, é retratado um cenário futurístico de sedentarismo extremo regido pela máxima da praticidade, os indivíduos só consomem alimentos de alta industrialização, se locomovem por cadeiras tecnológicas e perdem a noção da realidade exterior. Paralelamente, é notório como na contemporaneidade existe um grande movimento voltado à praticidade, com o advento do “fast-food” e as diversas mudanças que as novas tecnologias proporcionaram, a população teve cada vez menos tempo para analisar ações rotineiras, como a alimentação. Visto isso, faz-se essencial entender de que maneira o mercado alimentício se transformou e como seus impactos atingem o cidadão comum.
Em primeiro plano, é importante compreender que a obesidade não é um problema causado simplesmente pela má alimentação. Historicamente sabe-se que a sociedade passou por diversas Revoluções Industriais, sendo a terceira - de início em meados do século 20 - a que consolidou a infiltração tecnológica na vida cotidiana, abrindo grandes possibilidades ao mercado alimentício, evidenciadas pelo surgimento dos transgênicos, uso de agrotóxicos em larga escala e ampliação do comércio de “fast-food”. Por conseguinte, com todos os confortos propostos pela modernidade a maioria dos indivíduos optam pelo caminho mais rápido e barato, transformando essa relação com a alimentação em um problema.
Ademais, tal temática ainda não recebe a atenção necessária, em vista dos impactos que a má alimentação já gera no meio atual. De acordo com o IBGE, uma base alimentar feita por industrializados ou condimentos com alta porcentagem de agrotóxicos são extremamente maléficos à saúde humana, dado que reafirma a gravidade da problemática, visto que 53% da população brasileira está com excesso de peso, e nos últimos anos os números só tem aumentado, segundo o Ministério da Saúde. Logo, fica evidente como a avalanche de alimentos altamente calóricos, somada aos confortos tecnológicos cotidianos que dificultam a prática de atividade física, e são fundamentados no argumento da falta de tempo, mostraram uma face prejudicial das facilidades modernas.
Portanto, urge que o Ministério da Saúde tome medidas em prol do melhoramento desse cenário, através de financiamentos governamentais para a realização de campanhas de conscientização populacional, que ensinem aos cidadãos novas alternativas para uma alimentação mas saudável e ainda assim prática, evidenciando a importância dessa ação e garantindo que os indivíduos tenham meios de restabelecer uma vida sadia. Dessa maneira será possível que grande parte dos impactos da má alimentação sejam revertidos e que a realidade não alcance a ficção retratada em “WALL-E”.