Problemas relacionados à alimentação no século XXI

Enviada em 16/11/2020

A Teoria Malthusiana, desenvolvida no final do século XVIII, defendia que a população cresceria em um ritmo mais acelerado que a oferta de comida, o que geraria uma escassez de alimentos. Diante disso, ao longo dos séculos, várias medidas foram tomadas a fim de evitar tal quadro caótico. No entanto, no Brasil e em outros países, a qualidade da produção, muitas vezes, foi deixada de lado em detrimento da quantidade, fato ocasionado devido ao uso de agrotóxicos e pesticidas em conjunto com a falta de informação, o que prejudica os cidadãos.

Primeiramente, é válido pontuar a relevância da Revolução Verde como movimento que ajudou a impedir a situação prevista por Thomas Malthus. Em virtude das inovações científicas e tecnológicas desenvolvidas durante a Segunda Guerra Mundial, houve modificações na estrutura agrária, que foi modernizada e otimizada. Todavia, apesar de a produção ter sido aumentada exponencialmente, a inserção de agrotóxicos é muito questionada. Isso acontece em função de diversos estudos que apontam os malefícios dessas substâncias ao corpo humano, como a maior propensão a doenças como o câncer. Verifica-se, portanto, a necessidade de uma intervenção, que vise a informar mais os brasileiros sobre o que é ingerido.

Ademais, é imperioso considerar a deficiência educacional brasileira como fator prejudicial a uma alimentação eficiente. A falta de ensino a respeito da importância de se alimentar bem, somado ao fenômeno dos Fast Foods é preocupante, visto que esses restaurantes e lanchonetes possuem mecanismos de sedução, como cores chamativas e aromas artificiais. Logo, indivíduos menos informados não percebem o mal que esse tipo de alimento causa, uma vez que possuem baixo valor nutricional. Evidencia-se, então, a alienação em massa do consumidor, que lesa sua saúde sem perceber, quadro que deve ser evitado.

Nesse sentido, faz-se necessária a amenização da problemática que é a alimentação no Brasil atual. Assim, é imprescindível que o Governo Federal, associado ao Ministério da Educação, promova educação alimentar nas escolas publicas e privadas em todos o país, a fim de mudar a circunstância atual citada acima. Por meio da contratação de nutricionistas, um horário escolar, que varia de quarenta minutos a uma hora, deve ser destinado ao exercício desses profissionais, que devem, de maneira didática, ensinar sobre valor nutricional, alimentos orgânicos e a importância de uma alimentação balanceada. Dessa forma, educando as crianças e adolescentes, a alimentação pode deixar de ser um problema no país.