Problemas relacionados à alimentação no século XXI

Enviada em 28/10/2020

Historicamente, tem-se conhecimento da Guerra Fria, conflito ideológico entre dois blocos econômicos, capitalismo e socialismo, no qual o polo comandado pelos Estados Unidos saiu como vitorioso. Na contemporaneidade, sabe-se que essa ideologia de capital possibilitou a popularização de vários novos empreendimentos, entre eles, as empresas de fast-food. Acerca disso, constata-se que os restaurantes de comida rápida se tornaram práticos e populares, devido a movimentada rotina dos trabalhadores modernos, que indispõem de um horário de almoço extenso. Nesse contexto, pode-se pontuar sobre os causadores da problemática, que diz respeito à falta de conhecimento da comida que está sendo ingerida e à banalização da alimentação desequilibrada.

A priori, convém ressaltar que, segundo a Organização Mundial de Saúde, a maioria das pessoas não sabe o que está comendo. Sobre isso, estima-se que apenas um terço da população mundial lê a tabela nutricional de um alimento. Com isso, destaca-se que os consumidores estão mais preocupados com propagandas e embalagens chamativas do que com a própria saúde. Dessa maneira, nota-se, através da Pesquisa Nacional de Saúde, que os casos de obesidade no Brasil aumentaram mais de 50% entre 2001 e 2019, projeções apontam que essa porcentagem está diretamente ligada ao alargamento do consumo de gordura, sódio e açúcar.

A posteriori, outro entrave é a mentalidade retrógrada por parte da sociedade, que age como se as dietas desregulares não fossem prejudiciais a população, e banalizam esse problema. Por certo, tal atitude se relaciona com o conceito de banalização do mal, trazido pela socióloga Hannah Arendt, pois, segundo ela, quando uma ação maléfica se torna constante, as pessoas a enxergam com normalidade. Dessa forma, segundo pesquisas do Ministério da Saúde, a mediocrização da situação é tão alta que 52,5% dos brasileiros, possuem sobrepeso e doenças relacionadas a essa condição, convenientes a péssima alimentação.

Portanto, conclui-se que a má alimentação presente no século XXI possui várias adversidades, e deve ser combatida. Nessa perspectiva, é função do Ministério da Saúde, em junção ao Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, promover campanhas, por meio de leis que faça a indústria alimentícia destacar a tabela nutricional nos produtos, para evitar que os consumidores deixem de lê-las e consumam algo que não estão cientes. Em adição, a Mídia deve divulgar propagandas que alertem as consequências da banalização das refeições desequilibradas, mediante a comerciais na rede aberta de televisão, com a finalidade de acabar com tal mediocrização.