Problemas e desafios do transporte público urbano

Enviada em 06/05/2020

Durante os anos em que esteve na presidência do Brasil, Juscelino Kubitschek realizou uma política desenvolvimentista, na qual priorizou a indústria de automóveis. Entretanto, a precariedade do sistema público de transportes é uma realidade alarmante no seio da sociedade brasileira, fruto tanto de baixos investimentos do Governo, quanto do rápido e desordenado crescimento urbano. Sob esse viés, é urgente a reversibilidade da problemática apresentada.

Em primeira análise, é fulcral pontuar que os problemas enfrentados pelo transporte coletivo derivam da baixa atuação dos setores governamentais. De acordo com dados da Confederação Nacional de Transportes, o investimento do Estado na infraestrutura do setor está em baixa. Desse modo, as conduções tornam-se precárias, superlotadas e com um custo elevado, o que incentiva a população a usar automóveis individuais. Assim, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.

Ademais, é imperativo ressaltar o crescimento desordenado do setor automobilístico como agravante do problema, uma vez que as rodovias não acompanharam esse desenvolvimento. Assim, ocorre congestionamentos constantes e as pessoas levam horas para chegar ao destino, o que confirma a afirmação do filósofo Henri Lefebvre de que o meio urbano é a manifestação de conflitos. Nesse cenário, mais de 12% da população considera o transporte público um problema, segundo a revista Exame.

Dessarte, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. Portanto, urge que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio das prefeituras de cada município, será revertido em investimentos no setor público de transporte, por meio do aperfeiçoamento na infraestrutura das rodovias, da disponibilização de mais conduções e da redução do preço das passagens, com o intuito de atenuar os problemas causados pelo transporte público brasileiro. Isto posto, a problemática apresentada será gradativamente mitigada e, só então, o meio urbano poderá deixar de manifestar conflitos.