Problemas e desafios do transporte público urbano

Enviada em 25/10/2019

Antigamente, o Brasil possuía muitas vilas e pouca urbanização. Posteriormente, as cidades tornaram-se mais numerosas, porém, não continham centenas de milhares de pessoas. Hodiernamente, cidades superpopulosas e, além disso, vastas em termos territoriais, são muito comuns em nosso país. Com essa expansão dos núcleos urbanos, veio o desafio de possibilitar o deslocamento dos habitantes. Apesar da existência, em praticamente todos os municípios brasileiros, de transportes coletivos, como os ônibus, eles são frequentemente mal avaliados pelos usuários, devido a desconforto, tarifas dispendiosas etc. Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática.

Em uma primeira análise, o transporte público urbano brasileiro é composto principalmente por bicicletas alugadas, taxis, carros que prestam serviço de transporte por aplicativo, ônibus e trens. Este último é, amíude, o mais eficaz, devido às elevadas velocidades desenvolvidas. Contudo, a solução governamental para a mobilidade urbana o desconsidera, costumeiramente, uma vez que sua construção envolve muito dinheiro. No entanto, é vantajoso, pois, além da já citada vantagem da rapidez, ele possui ótimo custo-benefício, quando comparado às outras modalidades, a longo prazo, para o Estado ou município que o possui.

Em uma segunda análise, os transportes públicos são excessivamente custosos. Segundo os dados de uma pesquisa divulgada pelo IBGE, o orçamento médio da família brasileira para com transportes, em 2018, superou, pela primeira vez, o percentual de gastos com alimentação (14,6% contra 14,2%). Ademais, não fosse a má qualidade dos ônibus, a precariedade na disponibilidade de linhas de trens e de ciclovias, não haveriam tantos carros nas ruas, congestionando o trânsito.

Portanto, diante desse quadro, faz-se mister o melhoramento na oferta de opções de veículos para se deslocar pela cidade, e a menor custo. Dessa forma, duas maneiras de atender a essas demandas são: a criação de uma lei, pelo Poder Legislativo, que estipule um valor mínimo, em quilometros e determinado por uma função matemática, de ciclovias ou ciclofaixas, de modo que quanto maior for a cidade, mais alto é o valor mínimo; por fim, também por meio de uma lei federal, deve-se determinar uma quantidade, em porcentagem, máxima de lucro líquido para as empresas detentoras dos transportes coletivos de massa, a valer nos próximos contratos, o que as obrigariam a repassar valores mais baixos para os usuários.