Problemas e desafios do transporte público urbano
Enviada em 25/09/2019
Foi no governo do presidente Juscelino Kubistchek que o modelo rodoviário ganhou notoriedade. O político de propostas desafiadoras implantou o rodoviarismo com a abertura de estradas e com a premissão ascendente da venda de carros projetados por empresas estrangeiras. Apesar de desenvolver economicamente o país, a medida negligenciou o transporte de massa, uma vez que a tendência seria o transporte particular. Nesse sentido, a população hodierna sofre com os reflexos das escolhas passadas: a péssima estrutura de mobilidade urbana e os consequentes atrasos.
Antes de tudo, as estruturas urbanas privilegiam o transporte individual. Desde o mandato de Kubistchek, percebe-se o surgimento da “carrocracia”, termo cunhado para deferir a projeção das cidades a fim de satisfazer os carros particulares em detrimento dos pedestres. A exemplo, além do investimento em estradas asfaltadas para o conforto dos automóveis, nos centros urbanos aniquilou-se os transportes de massa, como trem e metrô. Desse modo, institui-se no pensar tupiniquim o objetivo do automóvel próprio, visto que a parcela pública encontra-se sucumbida e escassa para suprir a demanda cada vez maior.
Por conseguinte, os trabalhadores sofrem com atrasos e suas possíveis demissões. A partir da negligência governamental diante do reparo dos ônibus, regulamentação, além da ausência, o povo que necessita de condução para realizar suas tarefas diárias encontra-se descuidado. Tal fato reverbera em toda a sociedade, pois os contínuos atrasos tornam-se o estopim para a demissão de um trabalhador que apresentará dificuldades para conseguir um novo emprego na conjuntura hodierna banhada pela crise. Dessa forma, nota-se que a má administração pública dos ônibus cria uma reação em cadeia provoca prejuízos econômicos e sociais para o Brasil.
Portanto, após escolhas errôneas do passado e do atual contexto de administração dos ônibus nas cidades, os brasileiros enfrentam problemas e desafios no transporte público. Sendo assim, a fim de privilegiar os pedestres e reduzir a “carrocracia” futuramente, o Ministério da Infraestrutura deve estimular e investir em transportes de massa, como trem e metrô, por meio da aplicação de um projeto que busque interligar as cidades aos principais centros de trabalho, substituindo o modelo rodoviário pelo ferroviário e metroviário. Ademais, como medida paliativa, cabe ao Governo Federal aumentar a frota de ônibus, bem como reformar aqueles já em uso do povo para reduzir os atrasos, acabar com a reação em cadeia e preparar o país para o novo projeto de mobilidade urbana exposto. Destarte, talvez o transporte individual escolhido no passado seja superado e o transporte público de massa possa satisfazer as necessidades do povo sem trazer prejuízos econômicos e sociais para o país.