Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil
Enviada em 31/05/2021
O filósofo moderno Carlos Drummond declara que ‘’a leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas, por incrível que pareça, a quase totalidade não sente esta sede’’. O fato social referido pelo pensador ainda é pertinente, apesar de ser a base para o conhecimento e formação do indivíduo a leitura continua sendo menosprezada por uma vasta parcela populacional. Tal ação gera implicações alarmantes, abrangendo campo o formacional e económico. De tal modo, o incentivo a este setor deficiente deveria ser primordial, entretanto, a realidade que o Brasil se depara é de uma possível tributação encima dos livros, elevando seu valor e causando ainda mais problemas a uma realidade tão conturbada.
A priori, é notório o panorama popular relativo a tal tema. Os não leitores, ou seja, brasileiros com mais de 5 anos que não leram nenhum livro, representam 48% da população, segundo dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. Sempre que livres os brasileiros costumam postergar a leitura, de acordo com o Instituto Pro-Livro de São Paulo, entre as formas de lazer ela ocupa a singela sétima colocação, atrás de assistir à televisão, descansar e escutar música ou rádio. De tal forma, torna-se evidente a falta de interesse dos nativos pela mesma.
Ademais, perante essa circunstância, a taxação tributaria dos livros em 12% se tornaria apenas mais um fator de afastamento do sujeito ao habito, invés de incentivar a criação de uma rotina literária o estado forma um abismo entre as partes, transformando de uma atividade de ócio esquecida a um luxo da elite. o descaso por parte do governo frente à realidade resulta em um país menos desenvolvido socialmente e sem preocupação necessária aos pobres no âmbito educacional. Representando assim uma quebra as diretrizes básicas da constituição, uma vez que, o Estado não cumpre sua função de garantir à cultura para qualquer cidadão, prevista pelo artigo 150 Constituição Federal de 1988.
Portanto, medidas são necessárias para combater a problemática. Inicialmente, torna-se imprescindível que o governo recuse a proposta de tributação. Conjuntamente, para erradicar o problema literário o Ministério da Educação, aliado aos ao Governo Federal, deve investir em projetos e campanhas, visando influenciar jovens e crianças a criarem um habito continuo de leitura. Por conseguinte, o estado deve elaborar trabalhos comunitários em praças com a finalidade de trocar as brochuras entre as pessoas e compartilhar o conhecimento nas vilas periféricas, zonas de altas taxas de pobreza e que dificilmente possuem oportunidades para frequentar escolas e bibliotecas. Portanto, tal ação será divulgada por meio de parceria entre as mídias televisivas e comunicativas, para alcançar o maior número de habitantes possíveis. Desta maneira aflorara uma sede popular pelo conhecimento como a descrita por Drummond.