Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil

Enviada em 01/06/2021

Com a chegada da família real no Brasil em 1808, houve a instalação da primeira biblioteca e faculdade no país, um grande passo para a sociedade da época, entretanto, somente para a elite. Em consequência à essa privatização do ensino nos primórdios da história brasileira, é registrado hoje em dia baixos níveis de escolaridade e pouca preocupação com a formação intelectual. Junto à isso, um fator que agravará ainda mais essa situação e criará problemas sociais e econômicos é a proposta da taxação de livros, se esta for aprovada. Assim sendo, é necessário que se discuta os prejuízos socioeconômicos que esse ato gerará.

Em primeira análise, deve-se destacar que cerca de 11 milhões de brasileiros não são alfabetizados, sendo essa porcentagem ainda maior na região nordeste tendo em vista o seu histórico de inferiorização sofrida. Assim, a privatização de livros impede ainda mais o acesso de pessoas menos abastdas ao conhecimento,  agravando o processo de exclusão social. Adjunto, nota-se que a população sem conhecimento se torna mais sucetível à alienação de líderes políticos extremistas, sendo assim necessário que a sociedade conheça a sua história.

Ademais, é inerente a um país economicamente desenvolvido, a sua preocupação e investimento em educação que atinja toda a população. Tendo como exemplo o Japão, sendo um dos países que mais investe em educação e consequentemente tem a economia bem desenvolvida, em contraposição aos baixos indíces de preconceito social. Todavia, a economia  brasileira tende cada vez mais a entrar em crise, visto que não há políticas de incentivo ao ensino pelo contrário, estão limitando somente a uma certa parcela da população esse direito contido na Constituição Federal de 1988.

Logo, é necessário que medidas de apoio à educação sejam feitas. Com isso, o Senado deve vetar a proposta de taxação de livros uma vez que atinge um direito constitucional, juntamente a isso, o MEC e o Governo Federal devem criar políticas efetivas para expandir a educação. Isso deve ser feito por meio de paletras conscientizadoras nas comunidades sobre a importância de se dedicar à educação, apresentando os benefícios advindos dela. Também é necessário que haja uma reforma na escola pública para que se torne mais eficiente e consiga atender às necessidades diferentes de todos os alunos, tanto escolar como psicológica, assim podem ser mais produtivos na vida escolar. Para assim, a educação tornar-se prioridade no país, tendo como consequência o alavancamento econômico e a diminuição dos abismos sociais.