Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 14/10/2021
Na época do Império Romano do Ocidente e sua invasão à Grécia havia uma política responsável por não só preservar a cultura grega de forma geral mas assim como também a filosofia e todas suas contribuições para a humanidade, pois mesmo que dominados, os romanos os viam como dotados de contribuições históricas. Tal política representa o chamado helenismo, capaz de, por exemplo, preservar o trivium platônico e quadrivium pitagórico para épocas posteriores às do Império Romano (como na Idade Média, onde se tornou base da educação eclesiástica). Nos dias atuais do Brasil, situações como o incêndio do Museu Nacional no Rio de Janeiro em 2018 e da Cinemateca Brasileira em 2021 soam completamente distoantes a esse passado da humanidade que os romanos representam, exigindo novas e melhores ações legais por parte de órgãos públicos quanto ao patrimônio histórico-cultural brasileiro.
Em primeiro modo, vale parafrasear uma colocação do teórico alemão Karl Marx que diz: ‘‘A história se repete, a primeira vez como farça e a segunda vez como tragédia’’ como forma de se compreender o valor político social que medidas de preservação de patrimônio exercem. A frase de Marx significa afirmar que: ao não saber de sua própria história, o povo tende a repetir erros do passado e levar a política para um estado de barbárie, seja com eleições de políticos anti democráticos e contra seus próprios direitos ou seja com uma polarização decentralizada de objetivos oriundos do bem comum, o que demonstra como é necessário para a sociedade civil saber de suas próprias origens.
Em segundo modo, a preservação do patrimônio histórico-cultural do Brasil é importante para a humanidade de forma geral, já que o Brasil é um país de imenso interesse turístico internacional e os museus podem servir para atrair turistas de todo o mundo, que sendo atraídos ao lazer acabam por trazer mais investimentos externos ao entorno do país. Isso ocorre pois como o sociólogo alemão Theodor Adorno coloca em sua definição de ‘‘Indústria Cultural’’, o lazer também serve no sistema capitalista como moeda de troca.
Portanto, é urgente a adoção de medidas de valorização, preservação e aumento de verbas para o investimento administrativo na gestão do patrimônio histórico-brasileiro, o que deve ser realizado através de uma emenda constitucional realizada pelo poder legislativo – instituição de notória importância para o país – com todo o apoio do ministério do turismo (um órgão com máximas atribuições funcionais diante de questões eminentes ao turismo). Somente dessa forma que a situação do patrimônio histórico-cultural brasileiro poderá ser resolvida.