Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 25/09/2019

O escritor Nildo Lage reconhece que ‘‘A cultura de um povo é o seu maior patrimônio. Preserva-lá é resgatar a história, perpetuar valores, é permitir que as novas gerações não vivam sob as trevas do anonimato’’. No entanto, isto não é constatado no cenário atual do país. E a problemática persiste inerentemente no desmazelo por parte da sociedade e,também, na falta de incentivos governamentais.

Em primeiro lugar, vale ressaltar os fatores colaborativos para a constância do problema. De acordo com o sociólogo Stuart Hall, o processo de interconexão criou um sentimento de instabilidade na identidade moderna, visto que o indivíduo passou a se distanciar da própria cultura. Com o advento da globalização, a massa social foi expandindo seus desejos e opiniões e, fora conhecendo culturas e lugares novos, o que implica em um distanciamento de sua real paridade bem como no descaso relacionado à cultura natural; o que resulta em um desprezo ligado ao patrimônio histórico cultural da pátria original.

Por conseguinte, soma-se a incapacidade do Estado em preservar os bens instrutivos do país. O poder público tem como dever, minimizar danos causados pela população e punir infratores que corrompem com a resguarda memorável. Consoante a isto, a Constituição Federal Brasileira afirma que o regime político, com a colaboração da comunidade, deve promover e proteger o legado histórico nacional. Entretanto, nem sempre o que dita a Constituição é executado, uma vez que diante do jornal digital Folha de São Paulo, desde 1997 o patrimônio educacional sofre com a degradação cultural.

Por tal prerrogativa, cabe aos órgãos públicos, em específico o Ministério da Cultura juntamente ao Ministério da Cidadania, palestras em locais de acesso social, com historiadores e sociólogos, a fim de salientar a valorização cultural e fomentar sua preservação por meio da apropriação. De resto, urge que o Ministério da Educação- ramo do Estado responsável pela formação civil- insira, desde a tenra idade, aulas e atividades, de cunho obrigatório que invistam na construção patriarcal do cidadão, de modo que o senso cultural objetivo seja tangido e, o pensamento de Nildo Lage seja símil.