Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 21/09/2019
Entre 1964 à 1985, durante a Ditadura Militar, a sociedade brasileira ficou privada do livre arbítrio em relação à cultura, como ao acesso e à produção de músicas que tivessem caráter crítico a atual, na época, política brasileira. Nesse viés, era retirado da população o poder da transmissão da cultura, o qual se fazia ausente a reflexão e característica da sociedade em forma de manifestação, no qual atualmente isso é presente ao se referir à falta de tombamento do patrimônio histórico cultural, pois acarreta em problemas como a perda da identidade cultural, como também à privação do acesso a isso. Assim, portanto, vê-se que esses óbices são causados pela omissão do Estado, como também pela ausência de ações vindas da sociedade civil.
É válido destacar, em primeira análise, que a cultura confere ao ser humano, conforme a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), a capacidade de uma auto-reflexão, o qual compreende-se valores. Dessa forma, quando não há uma conservação da cultura de uma determinada localidade, essa reflexão, junto à identidade cultural, é perdida, ao exemplo do mais antigo centro de ciência das terras tupiniquins, quando este foi destruído pelas chamas decorrentes da falta de preservação, na mesma época que completava 200 anos, no qual foi perdido grande parte do patrimônio brasileiro. Consequentemente, isso leva a sociedade a se desfazer de algo que foi importante para a sua construção e, assim, a geração presente e as futuras não terão a oportunidade de compreender, mais precisamente, os valores da construção do corpo social do país.
Outrossim, como afirmou Confúcio, filósofo chinês, a cultura, para a população, está superior às diferenças sociais. Nesse ponte vista, fica evidente, que todos são oportunos ao acesso a isso, entretanto, esse fato não é notório entre os indivíduos brasileiros, uma vez que 42% das pessoas não tem contato com a cultura, de acordo com o Panorama da Cultura Brasileira. Referente a isso, é evidente que grande parte é por falta de investimentos em obras para a construção dos espaços culturais, além da falta de preservação dos já existentes. Por conseguinte, estes que são privados, por exemplo, dos museus e bibliotecas, vivem ignorantes ao conhecimento da dimensão da vida cotidiana.
Dessa forma, entende-se, portanto, que quando é perdido a transmissão da cultura de uma geração para a outra, as características sociais se perdem continuamente. Por isso, é necessário que o Estado, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, passe a proteger os centros culturas do país, com a destinação de recursos públicos para obras de preservação, junto ao incentivo da população para a proteção destes, para que mais pessoas passem a ter conhecimento das peculiaridades brasileiras. Assim, os cidadãos não passaram pela mesma contenção da Ditadura.