Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 23/09/2019
Centro Histórico de Ouro Preto, Cais do Valongo, Brasília, Parque Nacional Serra da Capivara. Diversas são as formas de expressão da identidade cultural do povo brasileiro. No entanto, inúmeras dessas heranças históricas têm sido negligenciadas pelo Estado, por isso vê-se a intensificação da depredação desses lugares e a desvalorização da sociedade acerca desse panorama.
Em primeiro lugar, é importante salientar a indiferença do Estado no que diz respeito à manutenção dos patrimônios históricos brasileiros. As verbas que deveriam ser destinadas para manter e conservar esses locais muitas vezes não são enviadas ou são encaminhadas apenas uma parcela do valor total, o que influencia diretamente na degradação. Tal fato pode ser ratificado pelo R7, mantido pela Rádio e Televisão Record, o Museu Nacional da UFRJ foi forçado a encolher em 80% seus gastos com desenvolvimento, uma vez que, houve grandes cortes no repasse de verbas. Como consequência disso, ocorreu um incêndio de grandes proporções nesse instituto em 2018. De fato, tal atitude inadmissível mostra o desinteresse do governo quanto à proteção da cultura e história brasileira.
Em segundo plano, vale ressaltar a apatia da população para com os espaços tombados. Por vezes, há a supervalorização de áreas e elementos estrangeiros em detrimento dos nacionais, vê-se bastante também o desconhecimento da população em relação aos tipos e onde se localizam essas heranças. Como consequência, nota-se eventos como o ocorrido em 2017 na Igreja São Francisco de Assis, em Belo Horizonte, a pichação desse local, ocorrência catalogada como dano a bem de valor artístico, histórico ou arqueológico. Certamente, é necessário o resgate da consciência coletiva sobre a importância de preservar e enaltecer essas importantes áreas que carregam a história do País.
Diante do exposto, é indubitável a necessidade de medidas eficazes que alterem essa realidade. Portanto, é preciso que a sociedade em conjunto com ONG’s, pressionem os governadores de seus respectivos estados através de manifestações em defesa da integridade dos patrimônios, para que essas solicitações cheguem até ao presidente. Além disso, devem haver campanhas através das redes sociais, realizadas pelo IPHAN, que incentivem os brasileiros a visitarem esses bens, a fim de que isso se perpetue nas próximas gerações.